O senador Flávio Bolsonaro admitiu nesta terça-feira (19) ter se reunido com o empresário Daniel Vorcaro após a primeira prisão do banqueiro, no fim de 2025. Segundo o parlamentar, o encontro teve como objetivo tratar do financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A produção voltou ao centro das discussões após reportagens apontarem que o projeto teria recebido recursos de Vorcaro. Flávio já havia admitido participação nas negociações e na cobrança de valores relacionados ao financiamento do longa.
As informações sobre o encontro entre o senador e o banqueiro, ocorrido quando Vorcaro já utilizava tornozeleira eletrônica, foram divulgadas nesta terça-feira.
Segundo Flávio Bolsonaro, a reunião aconteceu em meio às incertezas sobre a continuidade do projeto cinematográfico.
“No final de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram e que eu peço uma luz para saber, uma palavra final, sobre o que é que vai acontecer, porque o filme já estava num grande risco do filme ser encerrado”, afirmou.
O senador disse que, após a primeira prisão do empresário, percebeu a gravidade da situação envolvendo o Banco Master e decidiu realizar um novo encontro para encerrar a negociação.
“Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não ocorreria risco”, declarou.
Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, durante investigações da Polícia Federal relacionadas a supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Posteriormente, ele foi colocado em liberdade por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a entrega de passaportes.
Em março de 2026, o empresário voltou a ser preso por determinação do ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).







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