A recomposição salarial dos servidores públicos é apontada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana de Alagoas (Sindspref) como medida necessária para preservar o poder de compra da categoria diante do aumento do custo de vida. A entidade, porém, defende que a valorização profissional exige mais do que a reposição da inflação e reivindica ganhos reais nos salários.
De acordo com o presidente do Sindspref, Sidney Lopes, reajustes acima dos índices inflacionários representam reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos servidores e podem refletir diretamente na qualidade dos serviços oferecidos à população.
“A concessão de ganhos reais funciona como um instrumento legítimo de reconhecimento. Quando o município investe no bolso do trabalhador acima dos índices inflacionários básicos, os reflexos positivos são imediatos na ponta do serviço público”, afirmou.
Segundo o dirigente sindical, a valorização salarial também contribui para maior motivação, aumento da produtividade e redução da saída de profissionais qualificados do serviço público em busca de oportunidades em outros setores.
“Garantir o aumento real significa fortalecer o compromisso institucional do servidor com a municipalidade, além de promover justiça social e dignidade para a categoria”, acrescentou.
No âmbito da Campanha Salarial 2026, representantes de seis sindicatos rejeitaram, em 28 de abril, a proposta apresentada pela Prefeitura de Maceió de reajuste de 4,30%. Participaram da decisão entidades como Sindspref, Sindsaúde Maceió, Sindacs-AL, Sindas-AL, Sintcomarhp e Sindguarda-AL.
A pauta apresentada pelos sindicatos inclui reajuste salarial de 10%, atualização das progressões por mérito e titulação em 2026, valorização das carreiras, isonomia e atualização da tabela dos servidores administrativos.
O Sindspref informou que aguarda uma reunião com o prefeito Rodrigo Cunha e mantém as negociações para discutir o índice final do reajuste.







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