A tradicional fabricante de brinquedos Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), alegando necessidade de reestruturar o passivo financeiro diante do cenário de juros elevados, restrição de crédito e mudanças no comportamento do público infantil.
Em comunicado ao mercado, a empresa informou que pretende manter normalmente as atividades industriais, comerciais e administrativas durante o processo.
Fundada em 1937, a Estrela se tornou uma das marcas mais conhecidas da indústria brasileira de brinquedos, responsável por produtos que marcaram gerações, como Banco Imobiliário, Autorama, Genius, Falcon, Susi, Ferrorama e Aquaplay.
A companhia começou como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e foi uma das primeiras empresas brasileiras a abrir capital, em 1944.
Nas últimas décadas, porém, a fabricante passou a enfrentar dificuldades diante da concorrência de produtos importados e da transformação dos hábitos de consumo das crianças, cada vez mais voltados para jogos digitais, redes sociais e plataformas online.
Ao longo dos anos 2000 e 2010, a empresa tentou modernizar brinquedos clássicos e ampliar a atuação em produtos licenciados e colecionáveis, além de investir em personagens da televisão e influenciadores digitais.
Atualmente, a Estrela mantém escritório em São Paulo e unidades industriais em cidades do interior paulista, além de fábricas em Minas Gerais e Sergipe.
O pedido de recuperação judicial ocorre em um momento de pressão sobre empresas do varejo e da indústria de consumo, afetadas pelo custo do crédito e pela desaceleração econômica em alguns segmentos.







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