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Especialista alerta para doença cardíaca silenciosa que pode levar à morte em até dois anos

por | 22 maio, 2026

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Cansaço excessivo, falta de ar, tontura e desmaios podem indicar um problema cardíaco grave e muitas vezes silencioso: a estenose aórtica. O alerta é do cirurgião cardiovascular Kleberth Tenório, do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió.

A doença ocorre quando a válvula responsável pela saída do sangue do coração sofre um estreitamento progressivo, dificultando a circulação sanguínea e comprometendo o funcionamento cardíaco. Segundo o especialista, o quadro está diretamente ligado ao envelhecimento.

“Na maioria dos casos, essa válvula vai calcificando com o passar dos anos, dificultando a passagem do sangue. Fatores como hipertensão e colesterol elevado também podem contribuir para o desenvolvimento da doença”, explicou Kleberth Tenório.

Com a evolução da estenose aórtica, o paciente pode desenvolver insuficiência cardíaca, condição considerada grave e com elevado risco de mortalidade.

“Pacientes que evoluem para essa fase têm um risco elevado. Cerca de 50% podem ir a óbito em até dois anos se não houver tratamento adequado”, alertou o médico.

Entre os principais sintomas estão falta de ar, dor no peito, cansaço progressivo, tontura e desmaios. A recomendação é buscar avaliação médica ao perceber os primeiros sinais ou após a identificação de sopro cardíaco ou alterações em exames como o ecocardiograma.

O Hospital do Coração Alagoano oferece um tratamento minimamente invasivo para a doença, conhecido como TAVI (Implante Transcateter de Válvula Aórtica). O procedimento é realizado por meio de uma punção na região da virilha, sem necessidade de cirurgia aberta.

“Através do vaso sanguíneo, conseguimos levar a nova válvula até o coração e implantá-la no local da válvula doente. É um procedimento menos invasivo, com recuperação mais rápida e mais segurança para pacientes idosos ou de alto risco cirúrgico”, destacou o cirurgião cardiovascular.

A orientação dos especialistas é que pessoas acima dos 70 anos e pacientes considerados de alto risco para cirurgia cardíaca convencional mantenham acompanhamento regular com cardiologista.

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