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Atividade física reduz risco de infarto e AVC e melhora saúde do coração, alerta cardiologista

por | 26 maio, 2026

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A prática regular de atividade física é considerada uma das principais ferramentas de prevenção de doenças cardiovasculares. Além dos benefícios relacionados ao condicionamento físico, exercícios ajudam a reduzir riscos de problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), além de contribuir para a saúde mental e o bem-estar.

Segundo o cardiologista Pedro Henrique Albuquerque, o sedentarismo ainda é um dos principais obstáculos para a saúde da população.

“Eu costumo dizer que não existem grandes erros em começar atividade física. O maior erro é não começar”, afirmou.

De acordo com o especialista, a atividade física promove diversos efeitos positivos no organismo, como melhora do funcionamento do coração, aumento da circulação sanguínea e controle de fatores de risco associados às doenças cardiovasculares.

“Quando você pratica exercício, o coração bombeia melhor, há uma dilatação dos vasos sanguíneos e isso ajuda no controle da pressão arterial. Além disso, há queima de gordura, melhora do colesterol e da glicose”, explicou.

Segundo o médico, o controle desses fatores reduz significativamente a incidência de problemas cardíacos e acidentes vasculares.

Além dos efeitos físicos, a prática também atua na saúde emocional, estimulando a liberação de endorfinas, substâncias relacionadas à sensação de bem-estar, auxiliando no controle do estresse, da ansiedade e na qualidade do sono.

Para quem pretende iniciar uma rotina de exercícios, a recomendação é começar gradualmente, respeitando os limites do corpo.

“Se você decide iniciar uma atividade física, não comece com intensidade moderada ou alta. Comece com baixa intensidade e vá evoluindo aos poucos”, orientou.

O cardiologista Pedro Henrique Albuquerque | Assessoria

O especialista alertou que iniciar atividades de forma intensa pode provocar dores musculares, aumentar o risco de lesões e até desestimular a continuidade da prática.

A avaliação médica é recomendada principalmente para pessoas acima dos 40 anos ou para quem pretende realizar atividades de intensidade moderada ou elevada. Exames como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico podem auxiliar na identificação de possíveis alterações cardíacas.

O médico também chama atenção para sinais que exigem interrupção imediata da atividade e avaliação profissional, como dor no peito, palpitações excessivas, falta de ar desproporcional, tontura ou sensação de desmaio.

Em relação à escolha da modalidade, Pedro Henrique afirma que o mais importante é evitar o sedentarismo.

“Hoje a gente preconiza que a pessoa se movimente, não seja sedentária, independente da atividade. Pode ser caminhada, dança, musculação. O importante é fazer algo que traga prazer”, disse.

Estudos indicam que cerca de 150 minutos semanais de atividade física moderada ou 75 minutos de exercícios intensos já são suficientes para proporcionar benefícios significativos à saúde cardiovascular.

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