Os jornalistas e colaboradores responsáveis pelo projeto Brasil: Nunca Mais serão homenageados na edição 2026 do Troféu Audálio Dantas – Indignação, Coragem, Esperança. A cerimônia ocorrerá no dia 8 de junho, às 19h, no Espaço Vladimir Herzog, no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
A premiação deste ano reconhece os profissionais que participaram da iniciativa conduzida entre 1979 e 1985, considerada uma das maiores denúncias já realizadas contra a tortura durante a ditadura militar brasileira. Também será homenageado o jornalista Camilo Vannuchi, autor do livro-reportagem e do podcast “Nunca Mais”, que resgatam os bastidores da operação e revelam a atuação dos participantes do projeto.
Entre os homenageados estão nomes como Dom Paulo Evaristo Arns, Ricardo Kotscho, Frei Betto e Paulo Vannuchi, além de outros integrantes da equipe que atuou de forma sigilosa na coleta e organização de documentos sobre violações de direitos humanos no período.
A jornalista Vanira Kunc, companheira de Audálio Dantas, afirmou que a escolha dos homenageados ocorre a partir de consultas feitas a profissionais da comunicação, artistas e estudantes.
“São pessoas que dedicam ou dedicaram suas vidas à defesa do bom jornalismo, do direito à informação e da liberdade de expressão”, destacou.
Criado em 2016 por iniciativa da Agência Sindical, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e da OBORÉ, o prêmio foi entregue inicialmente ao próprio Audálio Dantas, em uma homenagem surpresa realizada no aniversário do jornalista, em 2017.
Após a morte de Audálio, em 2018, a honraria passou a levar o nome do repórter e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, reconhecido pela atuação em defesa da democracia e dos direitos humanos. Audálio ficou marcado, entre outros trabalhos, pela reportagem que revelou a escritora Carolina Maria de Jesus e pela mobilização em torno do ato ecumênico em memória do jornalista Vladimir Herzog, em 1975.
A peça do troféu foi criada pelo artista plástico Roger Mátua, inspirada em uma ilustração da cartunista Laerte. Na obra, São Jorge aparece ressignificado como um repórter: em vez de lança, segura um microfone e traz uma câmera no capacete.
Nas edições anteriores, o prêmio homenageou jornalistas como Patrícia Campos Mello, Luis Nassif, Jamil Chade, Eliane Brum, Leonardo Sakamoto, Caco Barcellos e a equipe do programa Profissão Repórter.
A solenidade será aberta ao público, com entrada gratuita.








0 comentários