Com a chegada das festas juninas, cresce também o número de acidentes relacionados a queimaduras provocadas por fogueiras, fogos de artifício e líquidos superaquecidos. O alerta é do médico Pedro Andrade, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, que chama a atenção para a necessidade de medidas preventivas durante os festejos.
Segundo o especialista, as queimaduras podem variar de casos leves a situações graves, capazes de atingir tecidos profundos, provocar infecções, exigir cirurgias e deixar sequelas permanentes.
“As queimaduras podem comprometer não apenas a pele, mas também tecidos mais profundos, aumentando o risco de infecções, necessidade de procedimentos cirúrgicos e sequelas permanentes. Por isso, a prevenção é sempre a melhor forma de proteção”, destaca.
Entre os grupos mais vulneráveis estão as crianças, frequentemente envolvidas em acidentes durante o período junino. A orientação é mantê-las afastadas de fogueiras, fogões, panelas, recipientes com líquidos quentes e artefatos explosivos.
“Artefatos aparentemente inofensivos, como bombinhas e estalinhos, também podem causar lesões graves nas mãos, no rosto e nos olhos. A recomendação é que o manuseio de fogos de artifício seja feito exclusivamente por adultos”, ressalta o médico.

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Outro ponto de atenção são as fogueiras, que devem ser montadas em locais abertos, longe de residências, veículos, redes elétricas e materiais inflamáveis. O uso de álcool, gasolina ou outros combustíveis para acender ou intensificar as chamas deve ser evitado devido ao risco de explosões.
Além dos acidentes em áreas externas, o período também registra aumento de ocorrências dentro de casa, principalmente durante o preparo das comidas típicas. Entre as recomendações estão manter os cabos das panelas voltados para a parte interna do fogão e evitar deixar recipientes quentes ao alcance das crianças.
“Queimaduras provocam dor intensa e podem exigir tratamentos prolongados. Felizmente, muitos desses acidentes são preveníveis por meio da conscientização e da adoção de cuidados básicos”, reforça Pedro Andrade.
Em casos de queimaduras mais graves, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.








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