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Especialista alerta para riscos de fazer Pix para desconhecidos em troca de dinheiro

por | 13 jun, 2026

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Aceitar fazer um Pix para uma pessoa desconhecida em troca de dinheiro em espécie pode parecer um gesto simples, mas a prática pode expor o titular da conta a problemas legais e até investigações criminais. O alerta é da advogada Kyvia Maciel, que chama atenção para os riscos envolvidos em transações realizadas sem conhecimento da origem dos recursos ou da identidade dos envolvidos.

Segundo a especialista, esse tipo de operação pode ser utilizado por criminosos para ocultar a movimentação de dinheiro obtido de forma ilícita ou dificultar o rastreamento financeiro. Ao realizar a transferência, a conta bancária da pessoa passa a fazer parte do trajeto percorrido pelo recurso, podendo ser alvo de questionamentos por autoridades e instituições financeiras.

“É comum que algumas pessoas pensem estar apenas ajudando alguém que está sem acesso ao aplicativo do banco ou enfrentando algum problema momentâneo. No entanto, essa operação pode servir para ocultar a origem de recursos obtidos de forma ilícita ou dificultar o rastreamento do dinheiro”, explica Kyvia Maciel.

Entre as possíveis consequências estão o bloqueio preventivo da conta, a exigência de comprovação da movimentação financeira e a necessidade de prestar esclarecimentos em eventuais investigações. Dependendo do contexto, a operação pode ser associada a crimes como estelionato, fraudes eletrônicas, receptação ou lavagem de dinheiro.

Assessoria

A advogada ressalta que, mesmo sem intenção criminosa, o titular da conta pode enfrentar transtornos para demonstrar que desconhecia a origem dos valores ou a finalidade da transferência. “Mesmo quando não há intenção criminosa, a pessoa pode enfrentar transtornos consideráveis para demonstrar que não tinha conhecimento sobre a origem dos valores ou sobre o objetivo da transação”, afirma.

De acordo com a especialista, criminosos costumam utilizar intermediários para criar camadas de movimentação financeira e dificultar a identificação dos responsáveis pelas irregularidades. Por isso, a recomendação é recusar qualquer pedido para usar a própria conta bancária em transferências destinadas a terceiros desconhecidos.

“Quando alguém pede que você use sua conta bancária para transferir recursos para terceiros, o mais prudente é recusar. Sua conta é pessoal e sua movimentação financeira pode ser analisada pelas instituições bancárias e pelas autoridades caso haja suspeita de irregularidade”, reforça.

Com o aumento dos crimes digitais e das fraudes financeiras, especialistas recomendam cautela em operações que envolvam dinheiro de origem desconhecida, evitando situações que possam gerar prejuízos ou implicações legais futuras.

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