A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para intimar e colher o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo atribuída a ele. O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável por analisar o caso.
Segundo a polícia, a tentativa de intimar Bolsonaro não teve sucesso porque a equipe de segurança que o acompanha impediu a entrega da notificação. Em documento enviado ao Supremo, o delegado responsável pela investigação, Thiago Boing, relatou que a medida não pôde ser cumprida, impossibilitando a ciência formal do ex-presidente.
Caso o pedido seja autorizado pelo STF, o depoimento deverá ocorrer por videoconferência na próxima quarta-feira, dia 24, às 15h.
A investigação teve início após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros durante uma blitz realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga, no Distrito Federal. O armamento estava em um veículo conduzido por um servidor ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que informou aos policiais que a arma pertencia a Bolsonaro.
Durante a abordagem, os agentes também encontraram um carregador sobressalente. O motorista foi levado à delegacia e afirmou que havia recebido a pistola para providenciar um reparo após uma pane no equipamento. Segundo seu relato, a arma seria devolvida ao ex-presidente no dia seguinte.
Na quarta-feira (17), a defesa de Bolsonaro confirmou que o armamento é de propriedade do ex-presidente e sustentou que ele não está impedido de manter a arma em sua residência. Os advogados afirmaram ainda que o equipamento havia sido entregue ao segurança exclusivamente para conserto.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, após deixar um hospital em Brasília, onde esteve internado para tratamento de pneumonia bacteriana.






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