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Servidores cobram investigação sobre recursos do IPREV investidos no Banco Master

por | 18 jun, 2026

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Representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de sindicatos de servidores municipais de Maceió realizaram, na manhã desta quinta-feira (18), um ato público em frente à sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá. Durante a mobilização, o grupo protocolou um relatório solicitando investigações sobre investimentos realizados pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (IPREV) relacionados ao caso do Banco Master, durante a gestão de JHC.

A manifestação reuniu dirigentes sindicais e servidores preocupados com possíveis impactos dos investimentos sobre os recursos previdenciários da categoria. Com cartazes e bandeiras, os participantes também dialogaram com a imprensa sobre a necessidade de esclarecimentos em relação à aplicação dos recursos.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Izael Ribeiro afirmou que a preocupação envolve tanto os aposentados quanto os servidores que ainda estão na ativa.

“Sabemos que esse prejuízo não atingirá apenas os aposentados, mas também os que hoje estão na ativa e podem encontrar um cenário ruim no futuro quando se aposentarem. Vamos fazer a luta, cobrar as investigações, como está ocorrendo em outros estados”, declarou.

Assessoria

Segundo o dirigente, o movimento já buscou informações junto a diferentes órgãos antes de recorrer à Polícia Federal. “Já protocolamos ofício no Iprev solicitando informações e não fomos atendidos. Procuramos o Ministério Público Estadual e o Ministério Público de Contas, infelizmente também sem resposta. Por isso estamos aqui na Polícia Federal, pedindo que investiguem onde foi parar o dinheiro dos contribuintes, o dinheiro das aposentadorias do município de Maceió”, afirmou.

Durante o ato, Izael também questionou a responsabilidade sobre eventuais prejuízos aos cofres previdenciários e criticou a falta de transparência sobre as decisões de investimento.

“Quem vai pagar a conta? A conta não pode ser paga pelo contribuinte. Infelizmente esse é mais um problema, além dos outros que a gente enfrenta cotidianamente para que possamos oferecer um serviço público de qualidade ao nosso povo de Maceió. É descobrir que aqueles e aquelas que trabalham de forma precarizada estão vendo o dinheiro que deveria servir para as suas aposentadorias ou para licenças ser investido na roda financeira sem nenhuma segurança, sem saber para onde vai, quem autoriza, como é feita essa análise de risco e, no final, não ter ninguém para dizer quem vai recompor ou quem é responsável”, disse.

Os sindicalistas defendem a apuração dos investimentos e a adoção de medidas que garantam a proteção dos recursos destinados à previdência dos servidores municipais.

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