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Novo poema de André Santa Rosa transforma memória e ausência em matéria literária

por | 26 jun, 2026

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A memória, os desaparecimentos e as marcas deixadas pelo tempo são os elementos centrais de Praia esgarçada alegria, nova obra do poeta alagoano André Santa Rosa. Em um longo poema marcado por imagens que transitam entre a realidade e a imaginação, o autor constrói uma reflexão sobre perdas, silêncios e os rastros deixados por pessoas e lugares que já não existem da mesma forma.

Ao longo do texto, personagens históricos, figuras anônimas e paisagens de Alagoas se encontram em uma narrativa poética que mistura lembrança, história e fantasia. Surgem imagens como Mário de Andrade em uma praia de Maceió, vítimas da ditadura militar, a estátua de Graciliano Ramos observando turistas e referências aos povos originários que habitaram a região.

A obra é conduzida por uma sucessão de cenas que se sobrepõem como fotografias retiradas de um antigo álbum. Entre recordações e ausências, o poema busca compreender aquilo que permanece mesmo após o desaparecimento físico das pessoas e das coisas. Nesse percurso, a escrita levanta questões sobre a passagem do tempo, a fragilidade da memória e os vazios deixados por quem parte.

Divulgação

A atmosfera do livro dialoga com temas contemporâneos ligados à memória coletiva e aos desaparecimentos forçados, transformando a poesia em um espaço de investigação sensível sobre as distâncias — geográficas, temporais e afetivas — que atravessam a experiência humana.

Natural de Maceió, André Santa Rosa nasceu em 1999 e integra uma nova geração de escritores alagoanos. É autor do livro retratos de ruínas & outros fantasmas comuns, lançado em 2022 pela Editora Urutau, além de ter publicado poemas em revistas literárias de circulação nacional, como a revista Cult. Também atuou como crítico no jornal literário Suplemento Pernambuco.

Em Praia esgarçada alegria, o poeta amplia sua investigação sobre os fantasmas da memória e reafirma uma escrita marcada pela observação do cotidiano, pela reflexão histórica e pela busca de sentidos diante das ausências que atravessam a vida.

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