Representantes de movimentos sociais do campo cobraram do Poder Judiciário de Alagoas medidas para enfrentar os conflitos fundiários no estado, com destaque para a suspensão dos despejos de famílias acampadas e a destinação das áreas das usinas Laginha e Guaxuma para a reforma agrária.
As reivindicações foram apresentadas nesta sexta-feira (17), durante audiência com o juiz Robério Monteiro de Souza, coordenador da Comissão Regional de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Alagoas. O encontro foi solicitado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), pela Frente Nacional de Luta (FNL), pelo Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pelo Movimento Via do Trabalho (MVT).
Além da interrupção dos despejos, os representantes defenderam a desapropriação, compra ou aquisição das terras das usinas Laginha e Guaxuma, a ampliação do diálogo entre órgãos estaduais e federais e a reativação do Comitê de Mediação de Conflitos Agrários.
Durante a reunião, os movimentos apresentaram a situação enfrentada pelas famílias acampadas e pediram uma atuação articulada do Judiciário na busca por soluções negociadas para os conflitos no campo.
Ao fim da audiência, foi elaborada uma ata e o juiz Robério Monteiro de Souza assumiu o compromisso de promover a interlocução da Comissão Regional de Soluções Fundiárias com os demais órgãos envolvidos, para definir diretrizes de atuação já na próxima semana.
A Comissão Regional de Soluções Fundiárias, vinculada ao Tribunal de Justiça de Alagoas, atua na prevenção e na mediação de conflitos fundiários, buscando soluções consensuais para as disputas por terra no estado.





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