A 25ª edição da Feira da Reforma Agrária promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já tem data para acontecer em Maceió. O evento será realizado entre os dias 9 e 12 de setembro e deve reunir cerca de 150 agricultores e agricultoras de assentamentos e acampamentos de todas as regiões de Alagoas.
Considerada a feira mais antiga organizada pelo MST no país, a iniciativa chega ao marco de um quarto de século consolidada como espaço de comercialização de alimentos da agricultura camponesa, além de promover atividades culturais, debates, oficinas e ações voltadas à saúde popular.
Segundo Débora Nunes, da Direção Nacional do MST, a trajetória da feira reflete o propósito do movimento de produzir alimentos saudáveis e fortalecer a agricultura familiar. “São 25 anos de uma história construída coletivamente e que reafirma o sentido da luta do MST em Alagoas e em todo o país: produzir alimentos saudáveis para abastecer a mesa de quem está na cidade, comercializados a preço justo, em harmonia com a natureza e resultado da organização de milhares de homens e mulheres no campo”, afirmou.
Ela destacou ainda que o crescimento da feira ao longo dos anos foi impulsionado pela participação da população alagoana. “Nossa Feira começou tímida na Praça da Faculdade e hoje se consolida como um espaço tradicional no calendário dos camponeses e camponesas, mas especialmente na agenda de quem vive na região, visita, celebra e aproveita a Feira junto com a gente”, disse.
Integrante do calendário oficial de eventos de Alagoas desde a aprovação do Projeto de Lei nº 261/2023, de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT), a edição comemorativa de 2026 promete uma programação especial.
Além da venda de produtos oriundos da Reforma Agrária, o público poderá participar do Festival por Terra, Arte e Pão, da agenda de debates e oficinas, do restaurante popular e das atividades da Tenda de Educação Popular em Saúde.
Para Débora Nunes, a expectativa é transformar a celebração dos 25 anos em um momento de integração entre campo e cidade. “Pretendemos fazer da Feira uma verdadeira festa. Festa da luta, festa da partilha e festa da resistência camponesa”, afirmou.
A programação completa será divulgada pelo MST nas próximas semanas.
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