A operação da Polícia Federal que investiga os investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master ganhou uma nova dimensão política com a inclusão do secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, entre os alvos da investigação.
A presença do secretário da Fazenda entre os investigados coloca em debate a versão de que as decisões sobre as aplicações dos recursos previdenciários estavam concentradas exclusivamente na estrutura do Iprev. A investigação poderá esclarecer qual foi o papel de cada órgão e agente público no processo que levou aos investimentos de aproximadamente R$ 97 milhões.
Com nove pessoas alvo da operação, a Polícia Federal apura suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de investigar como foram tomadas as decisões, quais pareceres técnicos embasaram as aplicações e se os mecanismos de controle e governança funcionaram adequadamente.
Entre os investigados estão João Felipe Alves Borges, secretário municipal da Fazenda, e Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-presidente do Iprev, além de outros integrantes e ex-integrantes da estrutura responsável pela análise e aprovação dos investimentos.
Diante da possibilidade de responsabilização criminal, os investigados passam agora por uma fase de avaliação jurídica. Uma das alternativas previstas na legislação é a celebração de acordo de colaboração premiada, instrumento que pode contribuir para esclarecer a cadeia de decisões e a participação de diferentes agentes no caso.






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