Por Geraldo de Majella*
A mobilização eleitoral em torno da candidatura de Lula explodiu em muitos lugares do país sem a participação direta dos comandos partidários. Estudantes, professores, trabalhadores, idosos, artistas, intelectuais e beneficiários de programas sociais se envolveram nesse movimento.
A mobilização ganhou as ruas dos grandes centros urbanos, das cidades médias e das pequenas cidades do interior do Brasil, além de ocupar as redes sociais. Houve perfeita sintonia entre essas duas formas de mobilização popular: as ruas e as redes sociais.
A força acumulada ganhou intensidade de uma forma tal que poucas vezes a sociedade brasileira havia presenciado.
O PT e os partidos de esquerda — cito esses campos por terem, em suas origens, a organização social como base de sua formação — devem aproveitar esse momento para manter o diálogo com os grupos mobilizados e dar sentido orgânico a essa força popular.
Em Alagoas, muitos grupos de WhatsApp foram formados para apoiar o presidente Lula. É importante que o PT e o PCdoB continuem dialogando com esses grupos e se aproximem da realidade das cidades do interior e das periferias de Maceió.
A participação efetiva desses contingentes na campanha e na vitória foi extraordinária. Essa mobilização não pode ser desperdiçada. É necessário fortalecer os vínculos entre esses setores e buscar formas de organização que garantam a continuidade de sua participação popular nas lutas socias.
Um partido popular de esquerda tem, entre seus objetivos programáticos, o compromisso com a organização da sociedade. Para isso, precisa se inserir no meio das massas, manter o diálogo com os diferentes setores sociais e construir formas de organização a partir da realidade vivida pela população.
*Jornalista e historiador







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