O espetáculo Entre Sombras estreia no próximo dia 6 de junho, às 20h, no Theatro Homerinho, em Maceió, propondo uma reflexão sobre identidade, ancestralidade e os impactos do racismo na sociedade brasileira. A montagem é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Bruno Queiroz, aluno da Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com direção de Cleyton Alves, mestre em Artes Cênicas.
Inspirada nas vivências da população negra em um país onde pretos e pardos representam mais de 55% da população, segundo dados do IBGE, a obra aborda os desafios enfrentados por essa parcela da sociedade na busca por representatividade e protagonismo, inclusive no campo das artes.

Divulgação
A narrativa acompanha Ethan, um homem negro que revisita memórias e experiências marcadas pelo racismo enquanto busca assumir o protagonismo de sua própria trajetória. Elementos cênicos como fios, espelhos, cabaças e jogos de sombras ajudam a construir uma atmosfera que conecta passado, presente e ancestralidade.
Segundo Bruno Queiroz, o espetáculo nasce de experiências pessoais transformadas em linguagem artística. “Entre Sombras surge da necessidade de falar sobre vivências que me atravessam como homem negro e de transformar essa experiência em diálogo. Acredito que muitas pessoas vão se reconhecer nas histórias e reflexões que o espetáculo traz para o palco”, afirma.
Mais do que uma história individual, a montagem dialoga com experiências coletivas e lança um olhar sobre os efeitos do racismo estrutural, destacando a importância da ocupação de espaços de criação, formação e expressão artística por pessoas negras.

Divulgação
Para o diretor Cleyton Alves, a peça busca estimular reflexões que ultrapassam o ambiente teatral. “O teatro é um ambiente de transformação e conscientização. Com essa obra, queremos que o público possa perceber e se perceber dentro da estrutura social em que está inserido, compreendendo que o racismo muitas vezes caminha entre sombras, disfarçado em frases como ‘era só uma brincadeira’ ou ‘não quis ofender’”, destaca.
A proposta da montagem é convidar o público a refletir sobre memória, pertencimento e representatividade, ao mesmo tempo em que aponta para a construção de novos caminhos e perspectivas para as futuras gerações.
Os ingressos estão disponíveis para compra pela Sympla e pelo site do Theatro Homerinho. A organização orienta que o público adquira as entradas antecipadamente e chegue ao local com pelo menos 30 minutos de antecedência.








0 comentários