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Wado e Dinho Zampier se apresentam no Arte Pajuçara neste sábado, 18 de abril

por | 18 abr, 2026

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Wado. Foto: Divulgação

Por Maria Tereza Pereira

Multitalentosos artistas Wado (cantor, compositor e produtor) e Dinho Zampier (músico tecladista e produtor) estarão se apresentando neste sábado, 18/04, no Arte Pajuçara, Espaço localizado no bairro da Pajuçara, em Cinema & Música. A apresentação será logo após o filme Manguebit (Jura Capela), que tem início às 19h00. Filme que traz um mergulho pulsante no movimento cultural dos anos 90 e colocou Recife no mapa do mundo, a partir de nomes como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S.A. Os artistas musicais prometem uma grande celebração dos 25 anos do disco ”Cinema Auditivo” (Wado).

          DINHO ZAMPIER – músico, tecladista, produtor cultural, nascido em Maceió – AL. Entre trabalhos de destaque, criou a trilha sonora de Outros Mares, para o documentário Pedro Pedreiro, Artífice, Artista, Cientista e Cidadão (2025).

  1. Dinho, como é o cidadão, muito além de ser multiartista? Como foi sua infância e o que te faz construir e se realizar como pessoa?

Tive uma infância muito bem preenchida, morando em uma rua na Jatiúca, aqui em Maceió, com muitas tribos diferentes, havia muito som musical. Tinha uma turma gospel, uma turma do catecismo, Os tinha a turma do violão. Tinha um pessoal vizinho batista que tocavam na igreja, e durante o dia, aquele som me chamava atenção, eles tocavam piano, violão, bateria. Tudo me cativava, ao ponto de estar entre os 14 e 15 anos de idade, só pensava em tocar e me aproximar cada vez em encarar a música e fazer o melhor.

Tenho a música como ida e como volta, a arte de uma maneira ampla está inserida em minha vida. Mas gosto muito de estar com meus amigos, com minha família, meus filhos. Gosto muito de pedalar, tenho pelo menos dois dias na semana para sair, assistir filmes, aproveitar os momentos de pausa, ser o cidadão, refletir, também descansar e cuidar dos filhos.

Dinho Zampier Foto Divulgação

  1. Encontros humanos e processos artísticos, uma definição que você deu para Outros Mares – A Casa, O Mar e o Som. O que você traz junto com Wado, neste sábado, para o show de celebração do disco Cinema Auditivo, homenagem aos icônicos Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre?

Outros mares é um trabalho muito orgânico e visceral com grandes parceiros e o processo criativo de cada um. Pra esse show com Wado, a gente fez uma releitura introspectiva com as influências do Nação Zumbi & Manguebeat do regionalismo com os maracatus trazendo o eletrônico, entraremos com teclado, stories, com mistura de técnica e eletrônica, computadores, voz, violão, teremos esse formato.

Diferente do que tem no disco original, estaremos com bases diferentes, mas com a mesma áurea.

 

  1. Dinho, quais são suas raízes familiares? Qual a origem do Zampier? Quais são suas raízes musicais? Quem mais lhe influenciou na escolha de seu instrumento musical?

Esse sobrenome Zampier peguei da minha bisavó, a pronúncia sempre me chamou atenção, mas não é meu nome registro, fiz mais em homenagem a minha bisa. Sobre a minha influência musical, venho muito do rock and roll e jazz, mas muito mais vertentes do rock. Trabalhou com o pessoal do Mopho com a musicalidade dos anos 60 e 70, sempre tocando teclado. Minhas principais influências musicais são João Donato, Marcos Valle, meu professor Antônio do Carmos, Luizinho de Assis, Juliano Gomes, influência internacional com Jon Lord e Ray Manzaretk.

          WADO – ou Oswaldo Schlikman Filho, consolidado músico, cantor, compositor, produtor musical, jornalista, nascido em Florianópolis (SC), radicado em Maceió. Álbuns musicais em destaque “Cinema Auditivo”, “A Farsa do Samba Nublado” e “Precariado” (inspirado na obra e conceito de Noam Chomsky). Destacado como um dos 50 melhores do ano de 2018, o único de Alagoas nessa lista, seu álbum foi aclamado pela crítica, destacado pela APCA.

“Cinema Auditivo” é o segundo álbum de Wado, repleto de uma sonoridade intimista e caseira, mistura rock, samba e MPB, com 25 anos de carreira, celebrados também neste sábado, no Cine Arte Pajuçara. O multitalentoso artista, tem entre tantos outros destaques “A Farsa do Samba Nublado” e “Precariado”, este inspirado no conceito de Noam Chomsky (filósofo analista, linguista, cientista cognitivo e ativista político).

  • Wado, como surgiu a vontade de ser além de jornalista, estudioso da sociedade, um consolidado artista musical?

Eu sempre gostei de música, procurei estudar, me dedicar também ao universo artístico. Trabalho com música, profissionalmente, desde 2001, então terminei me tornando amigo de alguns ídolos, como Zeca Baleiro, lembro que tinha umas sete músicas com ele, antes de fazer uma música junto com ele, já havia essa construção musical com ele. Tenho composições com Chico César, com Marcelo Camelo, Mallu Magalhães, e acabei me tornando amigo de algumas pessoas que eu admiro.

  • Wado, como surgiu a vontade de ser além de jornalista, estudioso da sociedade, um artista musical?

Eu trabalho com música, profissionalmente, desde 2001, então terminei me tornando amigo de alguns ídolos, como Zeca Baleiro, lembro que tinha umas sete músicas com ele, antes de fazer uma música junto com ele, já havia essa construção musical com ele. Tenho composições com Chico César, com Marcelo Camelo, Mallu Magalhães (cantora e compositora brasileira casada com Marcelo Camelo), e acabei me tornando amigo de algumas pessoas que eu admiro.

  • Wado, você é artista consagrado, com premiações como da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte, tem grande destaque com seu trabalho “Precariado”. Que recado você daria para quem está no mercado, ou iniciando a carreira musical?

É um caminho, pra quem gosta desse caminho, porque ele é árduo. Recomendo que a gente sempre tenha outras opções, eu fiz a faculdade de jornalismo, trabalhei com outras coisas. Sempre procurei viver de música, mas com visão em outras coisas. Cuidar da saúde e estar atento as questões sociais.

Como você vê esses 25 anos de estrada? Você tem lembranças da sua infância em Santa Catarina? Como você vê o Brasil e a diversidade cultural de nosso país?

Eu rodei por muitos lugares do mundo, percorri as regiões do Brasil. Santa Catarina, foi um dos lugares que menos toquei, estive em muitos lugares do norte, nordeste, sudeste, nas diversas regiões do Brasil. Esses lugares, sua população, tudo isso termina refletindo no trabalho, as matrizes brasileiras, que é minha paixão.

  • Wado, você com seu multitalento, cantor, compositor, criador artístico e produtor musical. Quais são os maiores desafios? Como a sociedade poderia se engajar mais culturalmente?

Essa questão de ser artista é muito presente na sociedade. Tem um artista do bairro, tem um artista bem-sucedido, seja em algum lugar, nacionalmente, e tem gente que é artista e pronto. É importante que a gente construa o caminho pra sobreviver com dignidade, e também construa caminho para realizar os feitos artísticos. É importante quem tem a necessidade de se expressar, que se expresse seja de forma amadora ou profissional. Porque faz bem para o entorno, faz bem pra pessoa, faz bem pra comunidade.

Neste sábado, esses dois artistas que apresentam e desenvolvem suas carreiras com características sociais de vanguarda, buscam com delicadeza e solidariedade produzir cultura de maneira diferenciada, atualizada e atualizando. O show é um presente desses consagrados artistas, Dinho Zampier e Wado, que tem um conteúdo questionador, analítico dentro de uma voz doce. Ambos cativantes e talentosos.

 

 

 

 

 

 

 

 

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