
Foto: Assessoria
O desembargador Tutmés Airan, à frente da Coordenadoria de Direitos Humanos do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), e a presidente em exercício da OAB/AL, Cláudia Medeiros, entregaram nessa quinta-feira (26) um relatório detalhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT-AL). O documento reúne demandas e dados colhidos diretamente com entregadores de aplicativos que atuam no estado.
O material é fruto de uma mobilização iniciada em dezembro de passado, unindo o TJAL, a Justiça Federal, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL) e a Superintendência Regional do Trabalho. Durante o processo de escuta, os trabalhadores apontaram a precariedade das condições de trabalho e a necessidade urgente de infraestrutura básica durante as jornadas.
“Conversamos com eles para entendermos melhor a situação. Esses dados podem servir de base para uma ação contra as plataformas de entrega a fim de garantir direitos mínimos desses trabalhadores”, explicou o desembargador Tutmés Airan.
Pontos de apoio e dignidade
A principal reivindicação da categoria é a criação de bases de apoio estratégicas. Segundo o magistrado, esses locais seriam fundamentais para que os profissionais pudessem utilizar banheiros, descansar e recarregar celulares entre as entregas, assegurando condições humanitárias de trabalho.
A procuradora-chefe do MPT-AL, Adir de Abreu, recebeu as informações, que agora devem nortear as próximas etapas jurídicas e administrativas do órgão contra as empresas de tecnologia.






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