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Especialista do CPML/Uncisal alerta para riscos de contágio da tuberculose

por | 25 mar, 2026

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Foto: Agência Alagoas

O Centro de Patologia e Medicina Laboratorial (CPML), unidade assistencial da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), alerta sobre uma doença que, apesar de milenar, continua sendo um grave desafio de saúde pública. Em sua fase ativa, uma única pessoa infectada, sem tratamento, pode transmitir a bactéria para até 15 outros indivíduos ao longo de um ano.

O contágio ocorre de forma simples e rápida: por vias respiratórias, através da tosse, espirro e da fala ou pelo compartilhamento de ar em ambientes fechados com o paciente. A biomédica e supervisora geral do CPML, Telma Amorim, destaca que o principal obstáculo é o início do contágio através da doença, é silencioso e os primeiros sintomas podem ser confundidos com uma gripe mais aguda, o que retarda a busca por ajuda médica.

“O diagnóstico pode ser feito por meio de um teste rápido de DNA específico para tuberculose pulmonar e extra pulmonar, disponível gratuitamente pelo SUS”, explica a supervisora. Segundo a especialista, os sintomas clássicos da tuberculose pulmonar que devem acender o sinal de alerta são: tosse com catarro por mais de três semanas; febre persistente ao final da tarde; e perda de peso sem causa aparente.

Tratamento e cura 

A supervisora do CPML esclarece que, uma vez confirmado o diagnóstico pela rede pública, o tratamento deve ser iniciado de imediato. A medicação e todo o acompanhamento são fornecidos gratuitamente pelo governo. De acordo com Telma Amorim, a adesão rigorosa ao protocolo é a única forma de garantir a cura e evitar a resistência bacteriana.

“O tratamento dura, no mínimo, seis meses. É fundamental seguir corretamente todas as etapas, pois mesmo após o início da medicação, o paciente ainda pode transmitir a doença nos primeiros 15 dias”, ressalta a biomédica. Existem casos de tuberculose extra pulmonar, esses, o diagnóstico e tratamento é a critério médico.

A intervenção rápida e a habilidade médica no diagnóstico precoce são decisivas para interromper a cadeia de transmissão e evitar óbitos. O acompanhamento contínuo é essencial para prevenir recaídas e garantir que a doença seja erradicada no paciente. Caso apresente os sintomas, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

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