Famílias do no assentamento Fidel Castro, localizado em Joaquim Gomes, Zona da Mata de Alagoas, denunciam tentativa de compra e venda de lotes na área. Segundo os camponeses do Movimento Sem-Terra (MST), familiares de políticos da região estariam negociando com um dos agricultores que deixou o assentamento.
Desde que souberam da possibilidade da negociação, assentados e assentadas ocuparam o lote que supostamente seria vendido e, coletivamente, assumiram a defesa da área. O caso foi levado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para que o órgão tome as medidas necessárias.
De acordo com o MST, que repudiou a venda de lotes, essa não é a prática da organização que ao longo da história faz a luta concreta pela terra e pela Reforma Agrária, em especial a partir das ocupações de terra.
“Compreendemos que o papel da Reforma Agrária é propiciar vida digna às famílias, com lazer, educação, trabalho e renda, e fazer com que a terra cumpra a sua função social na produção de alimentos saudáveis, o que é uma realidade nos assentamentos, ainda que com sucessiva falta de apoio dos governos”, destaca o movimento, em nota oficial.
A venda de lotes da Reforma Agrária é crime Federal e cumpre pena tanto o comprador quanto o vendedor da área. O processo é fiscalizado e acompanhado pelo Incra.
O assentamento
“Estamos aqui em defesa da Reforma Agrária”. Essa é a frase que se destaca no assentamento Fidel Castro, antiga Fazenda Pimentas, que existe desde 2007 e foi ocupado pela primeira vez em junho de 2004 por trabalhadores e trabalhadoras rurais organizados no MST. Hoje vivem 46 famílias no local.








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