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Formação de professores aproxima universidades e escolas públicas de Alagoas

por | 28 ago, 2026

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Em Cacimbinhas, no Agreste alagoano, a formação de professores e gestores promovida pela Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados da USP de Ribeirão Preto (SP), já é utilizada como instrumento para avaliar avanços e dificuldades da rede municipal de ensino. A experiência faz parte de uma iniciativa que reúne 268 docentes de 12 municípios e busca aproximar o conhecimento produzido pelas universidades da realidade das escolas públicas, utilizando dados educacionais para orientar decisões e identificar dificuldades de aprendizagem.

Para Mariana Ferreira, dirigente municipal de Educação de Cacimbinhas, os encontros permitem que a gestão tenha uma visão mais precisa dos resultados alcançados e dos desafios que ainda precisam ser enfrentados.

“Tem sido muito positivo essa participação nos momentos formativos ofertados pela Cátedra, em parceria com a Ufal. É um momento em que o município avalia os seus avanços, avalia as suas dificuldades, e tudo isso baseado em dados.”

Segundo Mariana, a metodologia também tem contribuído para qualificar o trabalho dos gestores municipais.

“Essas formações têm sido excepcionais para os nossos gestores.”

A iniciativa é desenvolvida pela Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, vinculada ao Instituto de Estudos Avançados da USP de Ribeirão Preto, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA). O trabalho vem sendo realizado há quatro anos com os municípios participantes.

A proposta é transformar os dados educacionais em ferramentas para o planejamento das redes de ensino. A análise permite identificar os principais desafios e orientar medidas específicas para enfrentá-los.

Titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, Mozart Neves Ramos afirma que a iniciativa tem como uma de suas principais metas melhorar a aprendizagem e reduzir as desigualdades na educação.

“A Cátedra tem como missão melhorar a aprendizagem escolar e reduzir as desigualdades na educação. Isso é absolutamente importante, inclusive para o próprio financiamento público do município no campo da educação.”

Ramos destaca que o acompanhamento sistemático dos resultados oferece aos gestores melhores condições para definir suas políticas.

“Estamos fazendo há quatro anos um trabalho sistemático com 12 municípios, especialmente na análise de indicadores educacionais, de tal maneira que os gestores possam tomar medidas mais assertivas com base em evidências, com base na ciência.”

 

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Universidade mais próxima da educação básica

Para a professora Ana Dayse, ex-reitora da Ufal, a parceria representa uma oportunidade de levar às escolas parte do conhecimento produzido na universidade e, ao mesmo tempo, aproximar a academia dos problemas enfrentados diariamente pelos profissionais da educação.

“Nós, na universidade, temos muito trabalho, e a tarefa é imensa: a formação de pessoas, a pesquisa, levar esse conhecimento para o mundo. Mas tem uma coisa básica, que é a formação dos nossos educadores.”

A participação da Ufal, ao lado da Cátedra e da AMA, amplia a conexão com as redes municipais. A iniciativa aproxima o conhecimento acadêmico dos desafios encontrados nas escolas e oferece aos profissionais da educação ferramentas para lidar com eles.

Ao reunir professores e gestores de diferentes municípios, o trabalho procura fortalecer uma cultura de acompanhamento dos resultados e de tomada de decisões baseada em evidências. A expectativa é que uma leitura mais qualificada da realidade educacional ajude as redes municipais a corrigir rumos e criar melhores condições para a aprendizagem dos estudantes.

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