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Medo de cair pode aumentar risco de fraturas em idosos, alerta especialista

por | 7 ago, 2026

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O medo de sofrer uma queda é comum entre pessoas idosas, especialmente diante do risco de fraturas de fêmur, uma das lesões mais graves nessa faixa etária. No entanto, segundo o ortopedista e traumatologista Leonardo Coelho, especialista em cirurgia do quadril da Santa Casa de Maceió, o excesso de preocupação pode acabar produzindo o efeito contrário ao desejado.

De acordo com o médico, quando o receio leva o idoso a abandonar caminhadas, exercícios físicos e outras atividades do cotidiano, ocorre perda de força muscular, equilíbrio e condicionamento físico, fatores que aumentam a probabilidade de quedas.

“O medo, por si só, paralisa. Quando deixa-se de caminhar, de praticar atividades físicas ou de manter a rotina por receio de cair, acaba-se aumentando outros fatores de risco, como a perda de massa muscular e do equilíbrio. O ideal é transformar esse medo em uma preocupação saudável, que motive a adoção de medidas preventivas”, explica.

Outro ponto destacado pelo especialista é que uma fratura de fêmur não deve ser encarada como sinônimo de perda definitiva da independência. Segundo Leonardo Coelho, os avanços na assistência médica e na reabilitação têm ampliado as chances de recuperação dos pacientes.

“Muitas pessoas conhecem alguém que sofreu uma fratura e passou por um período difícil, criando a ideia de que esse será sempre o desfecho. Hoje, temos a possibilidade de uma outra realidade. Com atendimento especializado, cirurgia no momento adequado e uma equipe multiprofissional envolvida na recuperação, temos conseguido reduzir significativamente os impactos físicos, emocionais e sociais dessas lesões.”

Para reduzir o risco de acidentes, o ortopedista recomenda a prática regular de atividades físicas, fortalecimento da musculatura, exercícios para melhorar o equilíbrio, alimentação adequada para a saúde óssea, tratamento de doenças que favorecem quedas e adaptações no ambiente doméstico, como retirada de tapetes soltos, instalação de barras de apoio e melhoria da iluminação.

Embora ressalte que a fratura de fêmur continua sendo uma condição grave, sobretudo após os 60 anos, Leonardo Coelho afirma que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem diferença no prognóstico.

“É importante que as pessoas compreendam a gravidade do problema sem enxergá-lo como uma sentença. Quando há prevenção e, se necessário, tratamento adequado, as chances de recuperação são muito melhores.”

O tema foi debatido durante uma edição do Grupo de Envelhecimento Ativo da Santa Casa de Maceió, iniciativa que reúne semanalmente pessoas com 60 anos ou mais para discutir prevenção, saúde e qualidade de vida na terceira idade.

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