O salário mínimo brasileiro poderá subir para R$ 1.741 em 2027, conforme a previsão incluída pelo governo federal no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional. Se a estimativa for confirmada, o reajuste será de R$ 120 em relação aos atuais R$ 1.621, uma alta de aproximadamente 7,4%.
O valor ainda não é definitivo e poderá mudar conforme a inflação acumulada até novembro de 2026 e as regras de valorização do piso nacional. A expectativa é que o novo salário entre em vigor em 1º de janeiro de 2027.
O aumento poderá impactar não apenas trabalhadores que recebem o salário mínimo, mas também aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais vinculados ao piso nacional.
Entre os principais grupos afetados estão os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o valor mínimo e as pessoas contempladas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Caso a projeção seja confirmada, aposentadorias e pensões equivalentes ao piso previdenciário passarão a R$ 1.741 mensais. O mesmo valor será aplicado ao BPC, destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que atendam aos critérios legais.
Os benefícios do INSS acima do salário mínimo, porém, seguem regras próprias de reajuste e não necessariamente terão o mesmo percentual de aumento.
Contribuição do MEI também poderá subir
Os microempreendedores individuais (MEIs) também sentirão os efeitos da mudança. A contribuição previdenciária mensal corresponde, em regra, a 5% do salário mínimo.
Com o piso projetado em R$ 1.741, essa parcela passaria de R$ 81,05 para R$ 87,05. O valor final do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) pode ser maior, conforme a atividade exercida.
Além da contribuição previdenciária, microempreendedores que atuam no comércio ou na indústria pagam R$ 1 de ICMS. Já os prestadores de serviços recolhem R$ 5 de ISS. Assim, o DAS poderá variar entre R$ 88,05 e R$ 93,05, caso a previsão seja confirmada e as demais regras permaneçam inalteradas.
Como é calculado o salário mínimo?
O reajuste considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, além do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, respeitando os limites estabelecidos pela legislação fiscal.
Para o cálculo de 2027, será considerado o desempenho da economia brasileira em 2025. As regras buscam preservar o poder de compra da população e permitir ganhos reais, dentro dos limites fiscais vigentes.
O valor definitivo do salário mínimo deverá ser confirmado após a consolidação dos indicadores econômicos necessários ao cálculo.







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