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Ufal aprova cotas para pessoas trans em cursos de graduação

por | 7 maio, 2026

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O Conselho Universitário da Universidade Federal de Alagoas aprovou a Política de Ações Afirmativas para Pessoas Trans no acesso aos cursos de graduação da Universidade Federal de Alagoas. A medida prevê a reserva mínima de 2% das vagas ofertadas por curso, turno e localidade, garantindo pelo menos uma vaga em cada curso.

A política é destinada a pessoas travestis, transexuais, transgênero, não binárias e demais identidades cuja vivência de gênero não corresponde ao sexo atribuído no nascimento. Segundo o texto aprovado, o objetivo é ampliar a equidade e enfrentar situações de preconceito, discriminação e violência motivadas pela identidade de gênero.

O reitor da Ufal, Josealdo Tonholo, afirmou que a iniciativa acompanha políticas já adotadas em outras universidades públicas do país. “A própria Ufal já tem essa política instituída para a pós-graduação desde 2022, e agora, a partir do segundo semestre de 2026, adota também para os cursos de graduação”, destacou.

A pró-reitora de Graduação, Eliane Barbosa, ressaltou que a medida reforça o compromisso institucional com inclusão e direitos humanos. Segundo ela, a política traduz em ações concretas o caráter plural da universidade.

A implementação ocorrerá em duas etapas. No semestre 2026.2, o ingresso será feito por meio de processo seletivo próprio. A partir de 2027, as vagas reservadas deverão ser incorporadas ao Sistema de Seleção Unificada.

Tonholo explicou que as vagas não serão retiradas da ampla concorrência. “Essas cotas para pessoas trans são uma subcota dentro das vagas já reservadas para estudantes oriundos da escola pública”, afirmou.

A política também prevê a criação de uma comissão de validação da autodeclaração, com participação de servidores e representantes da comunidade trans. O grupo ficará responsável pelo acompanhamento e avaliação da política ao longo do tempo.

Além do acesso, a resolução inclui ações voltadas à permanência estudantil, com suporte psicossocial, acolhimento e formação de servidores e estudantes para atendimento qualificado. Segundo o professor Waldemar Neves, a universidade está estruturando uma rede de assistência com atendimento psicológico, social e médico para estudantes trans.

A iniciativa também contará com apoio da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas e do Hospital Universitário, que já desenvolvem ações voltadas ao atendimento da população trans em Maceió.

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