Usuários de medicamentos da classe dos GLP-1 gastam, em média, quase quatro vezes mais com produtos e serviços relacionados ao universo fitness do que pessoas que não utilizam essas medicações, segundo um levantamento realizado nos Estados Unidos.
A pesquisa também identificou uma diferença na frequência com que os grupos pagam por academias. Entre os usuários de GLP-1, 81% disseram ter esse tipo de gasto, enquanto o índice foi de 43% entre os não usuários.
Para o médico Djairo Araújo, especialista em Nutrologia e Medicina Esportiva, os dados podem estar relacionados à preocupação dos pacientes em preservar a massa muscular durante o processo de emagrecimento.
Segundo o especialista, a perda de peso não deve ser avaliada apenas pela redução dos números na balança. A preservação da musculatura, da força e da capacidade funcional também deve fazer parte dos objetivos.
Nesse contexto, o treinamento de força é apontado como uma das principais estratégias para ajudar a preservar a massa muscular durante o emagrecimento. A alimentação adequada também tem papel importante, especialmente para garantir o consumo de proteínas e outros nutrientes.
“O medicamento não substitui o exercício. Eles cumprem funções diferentes”, afirma Djairo.
O levantamento, porém, mostra uma associação e não comprova que o uso dos medicamentos seja a causa do aumento dos gastos com academia, personal trainers e suplementos.
Os dados indicam, ainda assim, uma possível mudança de comportamento entre os usuários de GLP-1, com maior busca por atividade física, alimentação adequada e acompanhamento profissional durante o processo de perda de peso.






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