
Neymar. Brasil x Bolívia no Estadio Mangueirão, Belém do Pará – PA, Brasil.
Eliminatórias 2026.
Foto:Vitor Silva/CBF
Na coluna publicada no UOL Esporte nesta segunda-feira (25), Walter Casagrande Jr. foi categórico: “Se Neymar for convocado, será o primeiro grande erro de Ancelotti na seleção”. O ex-jogador e comentarista não poupou críticas ao atacante, questionando tanto seu rendimento em campo pelo Santos quanto sua postura diante das recentes polêmicas.
Para Casagrande, Neymar não fez absolutamente nada que justificasse uma convocação para a Seleção Brasileira. O ídolo corintiano afirma que o camisa 11 não apresenta potência física, ritmo de jogo ou entrega dentro de campo. Mais do que isso, condena a forma como o jogador lida com as próprias limitações: em vez de assumir a má fase, recorre a narrativas que, segundo ele, parecem encobrir sua queda de desempenho.
Um exemplo citado é a recente alegação de lesão muscular, divulgada justamente às vésperas de uma convocação. Casagrande tratou a justificativa como “vaidade”, sugerindo que a comunicação sobre o edema na coxa teria sido mais uma tentativa de evitar críticas do que um diagnóstico convincente. Nas palavras do colunista, Neymar “não vai ser convocado porque está jogando mal”, e não por estar lesionado.
Além disso, Casagrande também mencionou a falta de intensidade do atacante. Em outra participação no Fim de Papo (UOL), comparou o estilo de Neymar em campo à passividade de um jogador que “coloca a mão na cintura quando o time está sem a bola”. A crítica não se restringe a um lance isolado: trata-se de um retrato simbólico da postura que, em sua visão, distancia Neymar do padrão competitivo exigido no futebol atual.
Entre mito e realidade
A análise de Casagrande resgata um debate mais amplo: até que ponto a trajetória brilhante de Neymar — com sua habilidade inegável e momentos marcantes pela Seleção — deve ser considerada ao se definir uma convocação? Para o comentarista, a resposta é clara: o peso da história não pode se sobrepor ao presente. Em sua avaliação, a Seleção precisa ser construída sobre mérito, e não sobre nomes consagrados.
Ao questionar a convocação de Neymar, Casagrande não ataca apenas um jogador específico, mas levanta uma reflexão sobre como o futebol brasileiro lida com seus ídolos e com a renovação. Sua crítica expõe a tensão entre memória e realidade, carisma e rendimento, expectativa e entrega.
Seja qual for o futuro de Neymar no Santos ou na Seleção, o artigo publicado no UOL cumpre um papel importante: lembrar que o futebol exige mais do que talento acumulado ao longo da carreira — pede presença, intensidade e disposição no presente. E, pelo menos neste momento, Casagrande acredita que Neymar não oferece nada disso.





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