O Dia dos Pais deve gerar uma movimentação de R$ 37,5 milhões no comércio de Maceió neste ano, segundo levantamento do Instituto Fecomércio Alagoas. O montante representa um crescimento nominal de 23,8% em relação aos R$ 30,3 milhões estimados em 2025 e reforça a consolidação da data como uma das mais importantes para o varejo da capital.
Mais do que o aumento da intenção de compra, os números revelam uma mudança no comportamento do consumidor. Embora a parcela de pessoas dispostas a comprar presentes tenha permanecido praticamente estável — passando de 64% para 66,4% —, os consumidores pretendem gastar mais. O tíquete médio para presentes subiu 14,1%, alcançando R$ 123,72, enquanto o valor destinado às comemorações avançou 5,7%, chegando a R$ 101,13.
Outro indicador que impulsiona a projeção econômica é o crescimento das celebrações. A proporção de consumidores que pretende comemorar a data saltou de 53,08% para 69,25%, um avanço superior a 16 pontos percentuais em apenas um ano. O resultado amplia as oportunidades não apenas para o comércio de bens, mas também para segmentos como alimentação, lazer e serviços, que tradicionalmente se beneficiam das reuniões familiares.
Na prática, o estudo indica que o aumento da movimentação financeira não decorre de um número muito maior de consumidores, mas da disposição em investir mais na ocasião, mesmo em um cenário marcado por juros elevados e inflação ainda persistente. O comportamento demonstra que o apelo afetivo da data continua sendo capaz de estimular o consumo, levando as famílias a preservar esse tipo de gasto dentro do orçamento.
“O consumo, nessas ocasiões, vai além da aquisição de produtos, impulsionando também segmentos ligados à alimentação, ao lazer e aos serviços”, afirma o presidente da Fecomércio Alagoas, Adeildo Sotero. Para ele, os resultados demonstram que o Dia dos Pais permanece como uma data estratégica para a economia local, mesmo diante de um ambiente econômico desafiador.
O levantamento também aponta que o Centro de Maceió deverá concentrar a maior parte das compras, escolhido por 57,33% dos consumidores. Os shoppings aparecem em segundo lugar, com 26,96%, enquanto o comércio eletrônico responde por 11,52% das intenções. Entre os presentes mais procurados estão roupas e bonés (42,65%), perfumes (17,3%), calçados (13,74%) e acessórios como carteiras e cintos (9,95%).
A maior parte dos consumidores pretende adquirir apenas um presente, mas quase três em cada dez afirmam que comprarão dois produtos. O orçamento também revela uma concentração nas faixas intermediárias de gasto: cerca de 30% planejam desembolsar entre R$ 101 e R$ 150, enquanto pouco mais de um quarto deve gastar entre R$ 51 e R$ 100.
Nos meios de pagamento, o Pix lidera a preferência, escolhido por 37,06% dos entrevistados. Em seguida aparecem o cartão de crédito parcelado (25,12%) e o cartão de débito (20,65%), evidenciando que, embora o consumidor mantenha cautela, busca alternativas que conciliem conveniência e planejamento financeiro.
As comemorações devem ocorrer, principalmente, dentro de casa. Mais de um terço dos entrevistados pretende reunir a família na própria residência, enquanto outros optam pela casa dos pais ou de parentes. Restaurantes também aparecem entre os destinos mais procurados, escolhidos por 19,28% dos consumidores, confirmando que o impacto econômico da data se estende além do varejo tradicional.
Os resultados da pesquisa indicam que o Dia dos Pais deve representar um dos principais impulsos ao comércio maceioense neste segundo semestre. O crescimento dos tíquetes médios e da disposição para celebrar sugere um consumidor mais disposto a preservar gastos ligados ao convívio familiar, favorecendo diferentes setores da economia e ampliando as expectativas de vendas para o período.






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