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El Niño pode provocar 13,3 mil mortes por calor no Brasil até fevereiro

por | 24 set, 2026

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O atual episódio de El Niño pode estar associado a uma forte elevação da mortalidade provocada por temperaturas extremas nos próximos meses. Uma projeção do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago estima 13,3 mil mortes relacionadas ao calor no Brasil entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027.

A estimativa faz parte de um levantamento que calcula até 451 mil mortes no mundo durante o período de maior intensidade do fenômeno. O Brasil aparece entre os países com maior número projetado de vítimas, atrás de Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia. Para o país, a margem de incerteza é de aproximadamente 700 mortes para mais ou para menos.

O estudo foi elaborado a partir da relação histórica entre temperaturas e mortalidade em 24.378 regiões. Os pesquisadores consideraram características climáticas, condições de vulnerabilidade e capacidade de adaptação de diferentes populações, comparando os resultados com a média registrada entre 1996 e 2025.

Os impactos devem atingir principalmente países do chamado Sul Global. Na lista dos mais afetados, a África concentra a maior parcela das mortes projetadas, seguida pela Ásia e pela América Latina.

Além das consequências para a saúde, o El Niño pode favorecer outros eventos extremos, como secas, incêndios florestais e inundações. Organizações meteorológicas internacionais também avaliam que o episódio poderá alcançar intensidade excepcional.

Para reduzir os riscos, os pesquisadores defendem medidas como sistemas de alerta para ondas de calor, identificação de grupos vulneráveis, visitas domiciliares, criação de espaços de resfriamento e maior proteção para trabalhadores expostos ao sol e às altas temperaturas.

Segundo os autores, o cenário projetado para os próximos meses também serve como alerta para os efeitos que temperaturas extremas podem provocar no futuro diante do avanço das mudanças climáticas.

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