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Percentual de empreendedores com CNPJ chega a recorde de 35%, aponta IBGE

por | 23 set, 2026

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O número de empreendedores brasileiros com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu o maior percentual da série histórica em 2025. Segundo o IBGE, 35% dos 30,6 milhões de empregadores e trabalhadores por conta própria tinham CNPJ, o equivalente a 10,7 milhões de pessoas.

Do total de 103 milhões de pessoas ocupadas no país no ano passado, cerca de 20 milhões de empreendedores ainda trabalhavam sem registro empresarial.

A proporção de empreendedores formalizados vem crescendo ao longo dos anos. Em 2012, 24% tinham CNPJ. O índice chegou a 29,3% em 2019, passou para 33,6% em 2024 e alcançou 35% em 2025.

Entre os empregadores, a formalização chegou a 81,1%. Já entre os trabalhadores por conta própria, o percentual foi de 27,1%, também o maior da série histórica.

O levantamento aponta relação entre escolaridade e registro empresarial. Entre os trabalhadores por conta própria com ensino superior, 50,8% tinham CNPJ. O percentual foi de 29,7% entre aqueles com ensino médio completo ou superior incompleto. Já entre os que tinham ensino fundamental completo ou médio incompleto, ficou em 18,6%, enquanto chegou a 11% entre pessoas sem instrução ou com fundamental incompleto.

Para o analista do IBGE William Kratochwill, a escolaridade tem influência nesse cenário.

“A taxa de registro está fortemente ligada ao nível de instrução. Quanto mais instrução a pessoa tem, mais preparada ela está para o mercado”, afirmou.

O IBGE também destaca o papel de iniciativas como o Microempreendedor Individual (MEI), que permite a formalização simplificada de trabalhadores por conta própria e oferece acesso a benefícios previdenciários, desde que cumpridos os requisitos do programa.

Por atividade econômica, o maior percentual de formalização entre os empreendedores foi registrado no comércio e reparação de veículos, com 36,7%. Em seguida aparecem serviços (33,5%), indústria (22,8%), construção (14,8%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,5%).

Os dados fazem parte de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quarta-feira (23).

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