A figura central do esquema era um servidor do INSS, suspeito de manipular o sistema para conceder benefícios que haviam sido negados ou cancelados. Além disso, ele alterava a data de entrada dos pedidos para gerar pagamentos retroativos substanciais e registrava advogados como procuradores sem a documentação necessária para facilitar o saque dos valores.
As ordens judiciais, expedidas pela 4ª Vara da Justiça Federal de Alagoas, autorizaram a quebra de sigilo bancário de oito investigados, a execução de sete mandados de busca e apreensão e o afastamento cautelar do servidor do INSS, medida crucial para impedir a continuidade das fraudes e garantir a integridade da investigação.
Até o momento, o prejuízo estimado à Previdência Social causado pela organização criminosa é de, pelo menos, R$ 1.090.895,36. A PF alerta que este valor é uma estimativa mínima, pois o prejuízo real pode ser bem maior, já que alguns dos benefícios concedidos de forma fraudulenta podem continuar ativos e gerando pagamentos mensais.
Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades alagoanas de Coruripe, Porto Real do Colégio e Arapiraca. Em Arapiraca, a PF também lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência contra um indivíduo por manter animais silvestres em cativeiro sem autorização.







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