O abandono dos terminais de ônibus em Maceió tem se agravado em diversas regiões da capital, evidenciando problemas estruturais e operacionais que afetam diretamente a rotina de milhares de usuários. Um dos exemplos mais criticados nas redes sociais é o Terminal de Cruz das Almas, onde passageiros relatam falta de organização, precariedade na infraestrutura e ausência de informações claras sobre mudanças nas linhas.
Enquanto a Prefeitura de Maceió anuncia novas alterações no sistema de transporte coletivo, a realidade vivida por quem utiliza diariamente o terminal expõe um cenário de descompasso entre planejamento e execução. Usuários enfrentam confusão nos embarques e desembarques, veículos parando em locais inadequados e sensação de insegurança, especialmente em horários de maior movimento. A situação tende a se agravar com a previsão de aumento do fluxo de passageiros para a área.
Moradores e trabalhadores que dependem do transporte público reclamam da falta de comunicação oficial sobre as mudanças nas linhas e da inexistência de sinalização adequada no terminal. “A gente chega sem saber onde pegar o ônibus, não tem orientação, não tem fiscalização. Cada dia é uma surpresa”, relata uma usuária que passa diariamente pelo local.
Especialistas em mobilidade urbana alertam que alterações no sistema sem a devida estrutura de apoio — como terminais organizados, informação acessível e segurança — comprometem a eficiência do transporte e penalizam sobretudo a população de menor renda, que depende exclusivamente do serviço.
As críticas se estendem à condução da política de transporte da gestão do prefeito João Henrique Caldas (JHC). Para usuários e entidades que acompanham o tema, a falta de planejamento e de investimentos consistentes nos terminais tem se tornado uma marca da atual administração, resultando em soluções improvisadas e na transferência do ônus para o passageiro.
Até o momento, a Prefeitura não apresentou um cronograma público de requalificação dos terminais nem medidas concretas para resolver os problemas apontados em Cruz das Almas e em outros pontos da cidade. Enquanto isso, o abandono avança e o transporte público de Maceió segue enfrentando um dos seus períodos mais críticos, com impactos diretos na mobilidade, na segurança e na qualidade de vida da população.





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