A denúncia feita por mães de crianças autistas nas redes sociais — de que seus filhos e filhas estão sem poder frequentar escolas públicas municipais por falta de Profissionais de Apoio Escolar — reacendeu o debate sobre inclusão na rede de ensino de Maceió. Em meio à repercussão, a primeira-dama do município, Marina Candia, divulgou vídeo anunciando a convocação de novos auxiliares, enquanto o deputado federal Rafael Brito cobrou providências do prefeito João Henrique Caldas (JHC).
As mães relatam que as crianças estão impedidas de frequentar as aulas por não contarem com o acompanhamento necessário. A situação, segundo críticas, contrasta com a propaganda institucional da prefeitura, que afirma investir na educação inclusiva.
O deputado federal Rafael Brito (MDB) manifestou solidariedade às famílias e cobrou a contratação dos profissionais. O deputado declarou que “educação não pode ser tratada como despesa secundária e que é dever do poder público garantir estrutura adequada, profissionais capacitados e respeito às famílias que lutam diariamente pelos direitos de seus filhos”.
Ele também afirmou que “cobra providências imediatas da gestão municipal de Maceió e a devida apuração dos fatos pelos órgãos de controle, para que situações como essa não continuem penalizando crianças e mães maceioenses”.
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A viralização dos vídeos das mães levou o marketing da prefeitura a produzir uma gravação com Marina Candia, dando a entender que uma mãe branca, rica e primeira-dama, de repente, anunciava a contratação de mil profissionais. “Por que isso não aconteceu antes?” — é a pergunta feita pelas mães.
O que diz Marina:
“1.000 auxiliares estão sendo convocados para reforçar a educação de Maceió. Hoje, nossa rede já conta com 2.280 Profissionais de Apoio Escolar. E, com o crescimento das matrículas, estamos convocando mais de mil auxiliares para as escolas, sendo 800 PAEs. Isso é para garantir que nenhuma criança fique sem o suporte que precisa. Os nomes já estão no Diário Oficial, e a entrega da documentação acontece na SEMED, nos dias 19, 20, 23 e 24, das 8h às 14h. Educação inclusiva é compromisso. É cuidado. É gente cuidando de gente”.
As declarações evidenciam duas narrativas distintas: de um lado, mães que denunciam a ausência de apoio e filhos fora da sala de aula; de outro, a gestão municipal, que anuncia reforço no quadro e reafirma compromisso com a inclusão.
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A controvérsia coloca em debate não apenas números de convocações, mas a efetiva garantia do direito à educação para crianças autistas na rede municipal de Maceió.
A pressão pública das mães colocou o prefeito contra a parede. Os vídeos gravados por elas são chocantes para a opinião pública e revelam quando a vida real da população pobre desmente a propaganda de uma administração municipal.





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