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Cinco anos após fechamento do Cemitério Santo Antônio, vítimas da Braskem denunciam abandono e desrespeito às famílias

por | 20 out, 2025

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Foto: Divulgação

O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) divulgou, nesta segunda-feira (20), uma nota pública em que denuncia o abandono do antigo Cemitério Santo Antônio, localizado no bairro de Bebedouro, e o descaso da Prefeitura de Maceió quanto à situação das famílias que tiveram jazigos interditados após o colapso do solo causado pela mineração da Braskem.

De acordo com o MUVB, completam-se hoje cinco anos do fechamento do cemitério, sem que tenha sido construída uma nova área para sepultamentos nem concluída a prometida ampliação do Cemitério São Luiz, no bairro Santa Amélia. Também não foi cumprido o compromisso da Igreja Católica de destinar covas no Cemitério da Piedade aos antigos moradores de Bebedouro.

“O que temos hoje é o Cemitério Santo Antônio entregue ao mais completo abandono, não obstante ter sido transformado em um memorial depois de forte luta das vítimas”, afirma a nota.

O movimento denuncia ainda as condições precárias dos sepultamentos de pessoas de baixa renda, que não têm condições de arcar com jazigos particulares. Segundo o texto, corpos estão sendo enterrados em covas rasas, de apenas 50 centímetros de profundidade, com caixões expostos após poucos dias.

A situação, além de desrespeitosa com os mortos e seus familiares, representa risco à saúde pública e ao meio ambiente, podendo contaminar o lençol freático.

As ações judiciais que tratam da responsabilidade da Braskem e da Prefeitura de Maceió sobre o caso seguem paradas na Justiça Federal. O MUVB critica o posicionamento das partes, afirmando que “a Prefeitura de Maceió alega que está tudo ótimo e maravilhoso e a Braskem diz que não deve nada a ninguém”.

O movimento reafirma solidariedade às famílias que possuem jazigos no antigo Cemitério Santo Antônio e promete continuar a mobilização até que os direitos das vítimas sejam respeitados.

“A luta continua e só vamos parar quando os direitos das vítimas forem respeitados e devidamente ressarcidos de todas as violências praticadas”, conclui a nota assinada pela Associação do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem

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