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Derrubar árvores centenárias nos Flexais é um crime bárbaro contra a natureza

por | 6 maio, 2024

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Árvores nos Flexais ameaçadas constituem patrimônio ambiental e genético | Elisa Moraes/Cortesia

Por Elisa Moraes*

Os jornais de Alagoas, na última semana, têm falado muito sobre a notícia de que a Prefeitura de Maceió irá derrubar árvores na região do Flexal, em Bebedouro.

Quando me deparo com essas notícias de derrubada de árvores, sempre penso: o ser humano nunca aprende, é uma necessidade de autodestruição que nós temos.

O Estado do Rio Grande do Sul vive, nos últimos dias, em estado de calamidade pública por causa das chuvas e enchentes. Dezenas de pessoas mortas e outras dezenas desaparecidas, animais como cavalos, vacas e bois, que vivem nas regiões de pasto próximas a rios morrendo afogados. Isso é culpa de quem? Do próprio ser humano.

E o que isso tem a haver com a derrubada das árvores no Flexal? Simples, a derrubada de milhares de quilômetros de árvores nativas e centenárias no Brasil para dar espaço à expansão da agropecuária é um dos motivos que contribuem para o aquecimento global, fora o próprio metano que é liberado pelo gado.

Então, a Prefeitura de Maceió e Braskem, com seu plano milagroso de “tentar” revitalizar o Flexal, já vêm com um crime, derrubar árvores centenárias (como a da foto que ilustra este texto).

O plano de revitalização do Flexal deveria ser, primeiro, preservando o meio ambiente da região e sua história. Sim, história! Essas árvores centenárias da Tobias Barreto possuem relevância histórica e cultural, elas integram a história de Bebedouro. Derrubar estas árvores é perder também o que se chama de patrimônio genético.

Não é a natureza que precisa se adequar ao ser humano, é preciso o ser humano criar se adequando onde já há a natureza.

A Prefeitura de Maceió precisa pensar em estratégias que preservem e protejam as árvores centenárias e não sair em busca de soluções cruéis e criminosas com a natureza.

*É advogada

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