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Alagoas recebeu, nesta segunda-feira (23), a missão do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que está no estado para verificar de perto a situação das comunidades afetadas pelo crime socioambiental provocado pela Braskem.
Durante a manhã, a comitiva esteve no bairro do Bom Parto, em Maceió, onde ouviu moradores, conheceu a realidade do território e constatou os impactos causados na vida das famílias atingidas.
À tarde, a agenda seguiu para os Flexais, no bairro de Bebedouro, uma das áreas mais emblemáticas do caso. No local, a população continua resistindo diante do abandono e das violações de direitos denunciadas ao longo dos últimos anos.
A presença do CNDH é resultado da mobilização das comunidades, que vêm denunciando os efeitos da mineração e cobrando justiça, reparação integral e respeito à dignidade humana. Moradores se organizaram para receber a missão e reafirmaram que seguem firmes na luta por reconhecimento e soluções efetivas.
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A expectativa é que a visita contribua para ampliar a visibilidade nacional do caso e pressione as autoridades a adotarem medidas concretas em favor das vítimas.
Em publicação nas redes sociais, o defensor público Ricardo Melro destacou a gravidade da situação: “Passem as imagens. Isso toca na alma, no coração. Desistir não é uma opção. Repito: esse povo necessita de Poder Judiciário, de decisão. Há um mundo real e o mundo maravilhoso das narrativas. Os representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos viram, mais uma vez, de perto, a realidade de abandono das vítimas. É esse o mundo real que o Poder Judiciário precisa — e deve — enfrentar”.
Moradores também relataram as dificuldades enfrentadas. Marileide Merencio afirmou: “Verdade, o único que ajuda os moradores daqui do Frechal é só o doutor Ricardo. É o único que vê a nossa dor, vê a nossa luta. O que as outras notícias têm: olham para a gente e fecham os olhos”.
Já Milena destacou o cansaço da população diante da falta de soluções: “O desespero e o cansaço. Nós mostramos a verdade: é só maquiagem. A revitalização, há três anos, não tem nada feito — só transtornos em nossas vidas. Essa é a realidade dos Flexais. Se não fosse a Defensoria, na pessoa do doutor Ricardo, nós não teríamos como mostrar a verdade”, disse.




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