O protesto de um morador do bairro Flexal chocou os maceioenses nesta quinta-feira (10). Indignado, o morador denuncia a destruição de árvores centenárias na região onde vivem, em condições precárias, mais de 3,5 mil famílias diretamente afetadas pelo crime ambiental provocado pela multinacional Braskem S/A.
O depoimento do morador mostra que, sob o argumento de que está fazendo uma reforma, a Prefeitura de Maceió cortou diversas árvores, algumas centenárias, para colocar concreto no espaço próximo ao trilho do trem urbano.
O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), publicou o vídeo em suas redes sociais, denunciando a ação como prejudicial ao meio ambiente. Segundo o movimento, apresentada como parte de um projeto de revitalização, a destruição ação está sendo promovida pela prefeitura em conjunto com a Braskem.
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A multinacional, que extraiu sal-gema irregularmente, é responsável pelo afundamento do solo em cinco bairros da capital alagoana, o que levou a remoção de cerca de 65 mil pessoas.
Além de mostrar o corte de árvores, o morador critica a obra, reclamando que a revitalização não beneficia população dos Flexais. Em sua crítica, ele ressalta os impactos socioambientais provocados pela Braskem
“São árvores que levaram 50, 60, 90, 100 anos para crescer e fornecer sombra e oxigênio à comunidade. Agora,em poucos dias, estão sendo destruídas. A população não aguenta mais”, reclama o morador, reafirmando que o projeto não traz melhorias reais para as famílias que, sem indenização, foram obrigadas a se manter na região afetada pela mineração de sal-gema.
Reclamando que os imóveis dos Flexais estão desvalorizados, o morador pede que o governo do estado e o Ministério Público Estadual e Federal investiguem o que está sendo feito naqueles bairros. “Queria saber se o governo do Estado tem buscado clareza nesse ato destruidor. A prefeitura de Maceió está comandando, desmandando e fazendo o que quer aqui”, apela o morador.







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