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Paralisação dos professores de Maceió escancara a falta de compromisso da prefeitura com servidores, avalia Rafael Brito

por | 13 maio, 2026

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O deputado federal Rafael Brito criticou a falta de compromisso da gestão municipal de Maceió com a educação pública após a paralisação realizada, nesta quarta-feira (13), por professores e trabalhadores da rede municipal de ensino. O ato, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), reuniu servidores em frente à Prefeitura de Maceió para cobrar respostas sobre reivindicações salariais e estruturais que seguem sem solução.

Para Rafael Brito, a mobilização expõe o cenário de abandono enfrentado pelos profissionais da educação e pela população que depende da rede pública municipal. Segundo o parlamentar, desde o início da atual gestão, a Secretaria Municipal de Educação já teve cinco gestores diferentes, o que demonstra falta de planejamento e continuidade administrativa para enfrentar os problemas da área.

“A educação de Maceió vive um cenário de instabilidade e descaso. Já passaram cinco gestores pela pasta desde o início do mandato e os problemas continuam se acumulando. Os servidores seguem enfrentando cargas horárias exaustivas, salários defasados e falta de estrutura adequada para trabalhar. Quem sofre com isso também são os estudantes e as famílias maceioenses, que têm o direito a uma educação pública digna e de qualidade”, afirmou Rafael Brito.

Rafael Brito destacou que a valorização dos profissionais da educação deve ser prioridade das gestões públicas e reforçou sua atuação em defesa da categoria no Congresso Nacional. O deputado é autor do projeto de lei que obriga estados e municípios a garantirem o pagamento do piso salarial nacional do magistério também para professores temporários.

“Não é aceitável que profissionais que exercem a mesma função recebam salários diferentes apenas por terem vínculos distintos. A valorização da educação começa pelo respeito aos trabalhadores. A lei, que estabelece piso do magistério para os professores temporários, busca corrigir essa injustiça e assegurar dignidade aos professores temporários de todo o país”, explicou o parlamentar.

Defensor da realização de concursos públicos, Rafael Brito também afirmou que a falta de profissionais efetivos contribui para a precarização da rede municipal de ensino e aumenta a sobrecarga dos trabalhadores. Um levantamento do Sinteal apontou uma defasagem salarial de 54% dos profissionais da educação de Maceió, em relação ao piso nacional do magistério.

“Educação não se faz com improviso. É preciso planejamento, investimento e valorização profissional. Concurso público é essencial para fortalecer a rede, reduzir a sobrecarga dos servidores e garantir continuidade no ensino. O que estamos vendo em Maceió é o reflexo da ausência de prioridade com a educação pública”, concluiu.

Por Assessoria

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