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Saúde mental: furtos e insegurança expõem abandono no Caps Rostan Silvestre e servidores cobram ação da Prefeitura de Maceió

por | 23 abr, 2026

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió tem sido reiteradamente informada por servidores sobre a precarização da rede de atenção psicossocial — marcada por problemas de segurança, redução de profissionais e deterioração da estrutura —, mas, segundo os relatos, não adota medidas efetivas diante da gravidade da situação.

No Caps Rostan Silvestre, localizado na Jatiúca, o cenário é descrito como crítico. De acordo com servidores, a unidade tem sido alvo constante de furtos, comprometendo o funcionamento e o atendimento aos usuários. “Estamos muito angustiados com o que está acontecendo no Caps Rostan Silvestre. Os furtos são constantes: já levaram ar-condicionado, ventiladores, televisão. A gente fica sem estrutura nenhuma. Mesmo com guarda à noite nos últimos dias, a sensação é de abandono total”, afirma uma servidora, que pediu para não ser identificada por receio de represálias.

Segundo os relatos, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi informada diversas vezes sobre a situação, mas, até o momento, não teria adotado medidas efetivas. “Num momento em que vivemos uma situação de insegurança no Caps, tanto em relação ao prédio quanto à segurança dos funcionários, relatórios são feitos, boletins de ocorrência são registrados e nenhuma providência da SMS é tomada”, relata.

A mesma fonte destaca que, apesar das reivindicações por mais segurança e reforço nas equipes, a realidade tem sido oposta. “No momento em que o que mais pleiteamos é a questão da nossa segurança e da carência de agentes sociais no pátio para administrar possíveis conflitos, ao invés de chegar mais servidores, ocorre que um servidor é desligado do quadro”, afirma.

O ambiente de trabalho tem se tornado cada vez mais tenso entre médicos e demais profissionais. Ainda segundo os servidores, faltam condições para lidar com situações de crise envolvendo pacientes. “Sem contar que não temos gente para ‘conter’ pacientes que entram em crise. Já ocorreram casos de violência física com médicos e terceiros”, diz.

Atualmente, o Caps Rostan Silvestre conta com cinco médicos e um total de 56 profissionais. Os registros apontam para cerca de 5 mil usuários em sua área de cobertura. “Em vez de ampliar a equipe, estão reduzindo a estrutura do Caps. A sensação é de que não há qualquer preocupação ou sensibilidade da SMS com a nossa principal pauta: a segurança”, conclui a fonte.

No Caps Noracy Pedrosa, no bairro do Jacintinho, a situação também preocupa. Houve redução no número de médicos psiquiatras, ao mesmo tempo em que cresce a demanda por atendimentos em saúde mental. “Constatamos um aumento no número de pessoas com problemas de saúde mental, enquanto a assistência diminui. A situação é bastante preocupante”, finaliza.

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