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Alfredo Gaspar e a PEC da Blindagem: moralismo seletivo ou blindagem de criminosos?

por | 17 set, 2025

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Foto: Assessoria

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) voltou a chamar atenção pelo seu comportamento controverso e seletivo nas votações da chamada PEC da Blindagem — a proposta que fortalece a proteção de parlamentares contra investigações e prisões.

 

No primeiro turno, a PEC recebeu 366 votos a favor, 115 contra e 2 abstenções. No segundo turno, o placar foi de 344 votos favoráveis e 133 contrários.

 

Alfredo Gaspar não compareceu em nenhuma das duas votações, embora tenha registrado presença para quórum.

 

Críticos apontam que a postura do deputado é coerente com seu histórico. Em Alagoas, recebeu o apelido de “xerife” quando era secretário de Segurança Pública. Como relator da CPMI do INSS, tem se notabilizado por inquirir mulheres de forma descortês e, ao mesmo tempo, passa pano para bolsonaristas envolvidos no esquema bilionário de fraudes no INSS. Gaspar não se incomoda em manter relacionamento próximo com deputados bolsonaristas investigados por corrupção. Sua moralidade é seletiva.

 

Blindagem de colarinho branco

 

Enquanto mantém discurso de moralização, Gaspar não se incomoda em conviver com parlamentares acusados de corrupção, nem em se ausentar de votações que poderiam restringir a impunidade desses colegas.

 

Analistas e movimentos de controle social afirmam que, com sua postura, o deputado contribui para blindar os “bandidos de colarinho branco” que ocupam a Câmara e o Senado, reforçando a percepção de que o discurso de ética é, na prática, seletivo.

 

A ausência de Gaspar nas votações da PEC da Blindagem gerou críticas nas redes sociais e na imprensa, levantando questionamentos sobre a coerência entre seu discurso e sua atuação política.

 

Para opositores, a medida que fortalece a blindagem parlamentar representa uma ameaça ao combate à corrupção, e Gaspar se coloca ao lado de quem poderia se beneficiar do texto.

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