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Após aliança na disputa pelo governo, JHC não sabe se Arthur Lira apoiará sua reeleição

por | 11 nov, 2022

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Arthur Lira (C)) não conseguiu convencer JHC a disputar governo, mas teve seu apoio para Rodrigo Cunha (D) | Reprodução

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), o JHC, começa a tratar da recomposição do seu governo para os últimos dois anos do mandato. Seu objetivo é a reeleição, num cenário, digamos, desfavorável. No processo eleitoral deste ano, JHC apoiou a candidatura do senador Rodrigo Cunha (UB) para governador, mas foi derrotado. O candidato Paulo Dantas (MDB) se reelegeu e tem, agora, um mandato de 4 anos.

Outro revés sofrido pelo prefeito foi a derrota de seu irmão, Dr. JHC (PSB), candidato a deputado federal que, mesmo com expressiva votação não se elegeu. O Dr. JHC teve 92.594 votos, mas a chapa pelo qual disputou, não obteve quociente eleitoral.

A disputa pelo comando do governo maceioense se dará em outubro de 2024. Para essa disputa, o prefeito JHC terá pela frente candidaturas adversárias com forte densidade eleitoral. Um possível oponente à sua reeleição é o deputado Davi Davino Filho (PP), que saiu da disputa pelo Senado em segundo lugar, com 627.397 votos (42,22%). Desse total , 239.893 votos foram em Maceió.

Pela expressiva votação que obteve está entre os líderes do Partido Progressista na capital, e no estado. No enfrentamento com Renan Filho (MDB), que venceu a eleição, Davi Davino  teve o decisivo apoio do deputado federal Arthur Lira (PP), reeleito com 219.452 votos.

A questão agora é saber se, na disputa pela Prefeitura de Maceió, Lira vai compor com o prefeito JHC, a quem se uniu para tentar eleger Rodrigo Cunha, ou ficará com Davi Davino, seu correligionário e nome bastante competitivo. Uma incógnita que, certamente, está “esquentando” a cabeça do jovem prefeito.

Embora formem grupos diferentes, JHC e Arthur Lira estiveram próximos na eleição 2022, mas nada garante que seguirão aliados até as eleições de 2024. Entretanto, se encontrarem um ponto de unificação haverá muita chance de JHC permanecer na Prefeitura.

O fato é que o prefeito já começa a dar mais atenção à sua própria reeleição. A onda bolsonarista tende a perder força em Maceió, e ele precisa garantir o bom resultado da sua administração, pois é o que passará pelo crivo da população.

Tendo a distância imposta pelo calendário eleitoral como um obstáculo, JHC sabe que o favoritismo de hoje pode não se confirmar no momento da campanha. É assim que funcionam as disputas eleitorais.

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