quinta-feira, 30 julho 2026
Chuva leve
Maceió
24°C
Chuva leve
Chuva leve
Maceió
24°C
Chuva leve

JHC expõe relações entre política, igrejas e negócios em Maceió

por | 30 out, 2025

ESPALHE A NOTÍCIA
Link copiado para o Instagram!

Reprodução

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC, PL), protagoniza um rompimento político e religioso com antigos aliados, ao exonerar dezenas de servidores ligados a grupo evangélico da Assembleia de Deus. A ação, publicada em edição extra do Diário Oficial, gerou repercussão imediata com a circulação de um áudio atribuído a Gunnar Nunes, agora ex-aliado e filho do pastor Orisvaldo Nunes, criticando a “infantilidade” do prefeito e a interferência de seus veículos de comunicação ligados à igreja.

O episódio evidencia a ligação entre política, mídia e religião em Maceió, com JHC utilizando seu conglomerado de rádios para consolidar apoio e pressionar antigos aliados. Gunnar Nunes acusa o prefeito de agir de forma autoritária ao ordenar exonerações em massa, incluindo servidores que ocupavam cargos comissionados vinculados ao seu grupo político.

“Essas mídias são todas dele. Ele exonerou todo mundo. Se fosse candidato a governador, não teria essa atitude infantil de mandar até a Rádio Farol bater em mim”, afirma o áudio que circula nas redes sociais.

A publicação das exonerações marca o fim da aliança entre JHC e os ex-integrantes do PL, sinalizando que o prefeito busca consolidar novas articulações políticas para 2026. A resposta imediata de Gunnar e do pastor Orisvaldo Nunes indica que o conflito político-religioso-empresarial está apenas começando.

Paralelamente, a movimentação política do filho do presidente da Assembleia de Deus ganhou destaque com o apoio do deputado Mesaque Padilha (UB). Mesmo com 52 pessoas ocupando cargos comissionados na gestão, o grupo religioso fechou aliança com o deputado federal Arthur Lira (PP) e participou de um evento festivo com ampla publicidade, aparentemente para oficializar — sem combinar com o principal parceiro até então — os planos eleitorais para 2026.

O caso levanta questionamentos sobre a neutralidade administrativa, o uso de veículos de comunicação privados para fins políticos e o preço do apoio religioso nas articulações de poder municipal.

Ministério Público em Ação

O rompimento político entre Gunnar Nunes, representante da Assembleia de Deus em Alagoas, e o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), traz à tona uma questão grave: o possível uso eleitoral de cargos comissionados como moeda de troca política entre o Executivo municipal e grupos religiosos. As exonerações de dezenas de servidores ligados à denominação evangélica, após o rompimento com o grupo, reforçam suspeitas de que nomeações e demissões teriam sido utilizadas para garantir apoio político e eleitoral.

 

Diante da repercussão do caso, o Ministério Público Estadual deve ser acionado para investigar o possível uso da máquina pública para fins eleitorais, prática que fere os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. A relação entre o poder público e segmentos religiosos, marcada por interesses políticos e econômicos, exige apuração rigorosa e transparência na gestão municipal.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *