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Lula diz que Banco Master surgiu no governo Bolsonaro e defende atuação da PF

por | 11 set, 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a crise envolvendo o Banco Master não tem relação com o Palácio do Planalto e destacou que as investigações sobre o caso foram conduzidas pela Polícia Federal durante seu governo.

Em entrevista ao SBT Brasil, Lula afirmou que Daniel Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo de Jair Bolsonaro e foi preso no atual mandato. Segundo o presidente, o banco também foi fechado durante sua gestão.

“Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e virou prisioneiro no meu governo”, declarou.

Lula confirmou ainda que se reuniu com Vorcaro na presença de Gabriel Galípolo. De acordo com o presidente, o empresário alegou estar sendo perseguido, mas ouviu que o banco seria submetido aos mesmos procedimentos de fiscalização aplicados às demais instituições financeiras.

O presidente afirmou que a reunião durou menos de meia hora e comparou o encontro a uma conversa que teve com Silvio Santos durante a crise do Banco Panamericano. Segundo Lula, a diferença foi o desfecho dos dois casos.

Ao comentar as investigações, Lula disse que Vorcaro teria provocado um rombo estimado em R$ 60 bilhões no sistema financeiro, com envolvimento de outras instituições, entre elas o BRB.

O presidente também defendeu o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, alvo de questionamentos durante a crise institucional envolvendo o caso. Lula afirmou que a Advocacia-Geral da União agiu sob sua orientação ao defender o chefe da corporação.

Para Lula, Andrei tem mais de 30 anos de carreira e comandou operações de grande impacto contra o crime organizado. O presidente também ressaltou que a PF intensificou prisões e apreensões de dinheiro e drogas durante a atual gestão.

“Por isso eu quero dizer alto e bom som: o Andrei é da minha total confiança”, afirmou.

Lula também rejeitou a ideia de que o diretor-geral da PF deveria manter distância do presidente após ser indicado ao cargo. Segundo ele, Andrei é um servidor do Estado e o governo tem responsabilidade sobre sua atuação.

O presidente, no entanto, afirmou que a confiança não impede a responsabilização. Caso o diretor da PF cometa algum erro, disse Lula, ele deverá ser julgado de acordo com as regras aplicadas a qualquer pessoa, inclusive ao próprio presidente.

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