A candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo é um escárnio tolerado pela Justiça Eleitoral. Desde a pré-campanha, Marçal tem testado os limites da democracia. Sua estratégia é semelhante a uma “briga de penitenciária”, em que presos provocam-se com insultos e agressões. Marçal rompeu todas as regras dos debates organizados pelas emissoras de televisão.
As emissoras, por sua vez, têm permitido esse espetáculo, como se fosse possível e ético justificar o comportamento de um candidato que atua como um criminoso. Marçal está filiado a um partido cujos dirigentes mantêm ligações comprovadas pela polícia com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O debate realizado na TV Cultura de São Paulo, no domingo (15), foi o ápice do “reality show” protagonizado pelo candidato aliado do PCC. As provocações contínuas a José Luiz Datena, também candidato e jornalista, culminaram em uma briga ao vivo, com Datena se descontrolando e atingindo Marçal com uma cadeirada. Marçal, além de atacar Datena, também provocou Guilherme Boulos, Tabata Amaral e, em menor grau, Ricardo Nunes. Apesar dessas ocorrências, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo parece ignorar os fatos. Talvez o TRE esteja aguardando uma tragédia ainda maior, já que a tragédia política e moral está em curso diante dos olhos dos juízes eleitorais.
Os partidos e candidatos estão perdidos, sem saber como lidar com um delinquente que transformou a campanha eleitoral numa verdadeira “briga de pavilhão”. Marçal age como um justiceiro diante das câmeras de televisão, microfones de rádio e na internet. Ele tem ligações sólidas com o crime organizado e não pode ser considerado um elo perdido na constelação da extrema-direita.
Rede TV e UOL
A baixaria protagonizada novamente por Pablo Marçal no debate organizado pela Rede TV e UOL não surpreendeu. No primeiro bloco, Marçal bateu boca com o prefeito Ricardo Nunes, e ambos se agrediram mutuamente. Foram advertidos pela mediadora, Amanda Klein.
Marçal continua apostando em uma estratégia agressiva, atacando todos os candidatos, exceto Marina Helena, do partido Novo. Durante o debate, manteve sua postura ofensiva, mas chegou a pedir desculpas. Suas participações incluíram ataques pessoais a Ricardo Nunes, Datena e Boulos, encerrando com o bordão repetido durante sua campanha, em que chama seus adversários de “consórcio comunista”.
Pablo Marçal desqualifica o debate político por um lado e escancara as suas relações como criminoso na cena eleitoral.








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