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O PowerPoint da Globo sobre o Banco Master revela um método já testado para uso durante a campanha eleitoral

por | 24 mar, 2026

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Reprodução

A GloboNews exibiu, na sexta-feira (20), no programa Studio i, um PowerPoint sobre o caso do Banco Master que provocou forte reação nas redes sociais e levantou questionamentos sobre os critérios editoriais da emissora.

A apresentação incluiu nomes como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e referências ao PT da Bahia. A forma como esses nomes foram expostos e relacionados ao caso gerou críticas de que o material poderia induzir o público a associações falsas, sem a devida contextualização ou distinção clara de responsabilidades.

Por outro lado, jornalistas, políticos e internautas apontaram a ausência, no material exibido, de personagens relevantes no debate sobre o escândalo financeiro, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. Investigações apontam que Campos Neto é o principal responsável ao afrouxar normas do Banco Central. A omissão reforçou a percepção de um recorte seletivo na abordagem, levantando dúvidas sobre a narrativa criada para desviar o núcleo do escândalo.

A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, usuários questionaram o uso de recursos visuais — como o PowerPoint — para sugerir conexões sem comprovação. A pressão levou a emissora a se manifestar publicamente. Na edição de segunda-feira (23), a jornalista Andreia Sadi leu um pedido de desculpas no ar, mas a retratação não foi suficiente para encerrar as críticas.

O episódio reacende o debate sobre a atuação do Grupo Globo em momentos politicamente sensíveis. Para críticos, não se trata de um caso isolado, mas de um padrão de cobertura que, ao longo dos anos, contribuiu para desgastar a imagem do PT e de lideranças de esquerda, especialmente em períodos eleitorais.

Mais do que um erro pontual, o caso configura um método da emissora. Em um cenário de crescente polarização, “falhas” desse tipo ampliam a desconfiança do público e aceleram a perda de credibilidade da Globo e da mídia tradicional, cada vez mais contestada pelo avanço das redes sociais e pela multiplicação de vozes no debate público.

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