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Produtora de filme sobre Bolsonaro já era investigada pela CGU

por | 10 jun, 2026

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A empresária Karina Gama, responsável pela produtora envolvida no filme “Dark Horse”, que pretende retratar a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, já era alvo de investigações sobre supostas irregularidades no uso de recursos públicos anos antes de ampliar sua atuação junto a grupos políticos conservadores. A informação foi revelada pelo The Intercept Brasil e confirmada em reportagem da jornalista Daniela Lima, do UOL.

De acordo com a reportagem, documentos da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam suspeitas relacionadas à atuação do Instituto Conhecer Brasil, organização comandada por Karina Gama, em contratos firmados com o Serviço Social da Indústria (Sesi). Entre os indícios analisados pelos auditores estão possíveis casos de superfaturamento e desvio de recursos em projetos financiados com verbas públicas.

Os relatórios citados pela reportagem destacam questionamentos sobre contratações realizadas pelo instituto e a relação entre a entidade e empresas subcontratadas para executar serviços. Em um dos casos apontados pela CGU, uma empresa contratada para atuar em um evento promovido pelo instituto possuía endereço semelhante ao da própria organização, fato que chamou a atenção dos órgãos de controle.

Segundo o UOL, Karina Gama ampliou sua presença em projetos ligados à direita política a partir de sua aproximação com influenciadores e lideranças conservadoras. Nesse período, empresas sob sua gestão passaram a firmar contratos milionários com órgãos públicos e campanhas políticas.

A empresária também passou a ser alvo de atenção após a divulgação de informações relacionadas à produção do filme “Dark Horse”. Reportagens recentes apontam que órgãos de investigação analisam contratos e negócios ligados à produtora e ao Instituto Conhecer Brasil.

Os documentos da CGU mencionados nas reportagens teriam motivado recomendações contrárias à celebração de novos contratos com a organização comandada por Karina Gama, enquanto as investigações seguem sendo acompanhadas por órgãos de controle.

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