Além de negar a participação de seu filho, João Henrique Caldas, no golpe sofrido pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev/Maceió), a senadora Eudócia Caldas (PSDB) apelou pela aprovação do requerimento que apresentou pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a fraude financeira aplicada pelo Banco Master. “Quero dar amplitude a essa investigação” – disse ela.
A manifestação da senadora foi nesta terça-feira, 9, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal que investiga o golpe do Master. Na sessão ela repetiu sua crença de que o caso Master e o esquema do BMG, que participou das operações que desviaram dinheiro dos aposentados (Caso INSS) estão relacionados.
“O esquema do BMG com os consignados é o mesmo do Master” – declarou Eudócia.
Acusado de ter autorizado a compra de Letras Financeiras do Banco Master com dinheiro dos aposentados da Prefeitura de Maceió, causando um prejuízo estimado em R$ 117 milhões, o filho da senadora enfrenta pedido de bloqueio de bens encaminhado à Justiça alagoana pelo senador Renan.
“Não ensinei meu filho a roubar. Diferente do senhor, que é advogado do Vorcaro” – afirmou Eudócia Caldas, citando o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está preso acusado de ter aplicado o golpe no sistema financeiro nacional. Somente no Fundo Garantidor de Crédito (FGC) o rombo é estimado em R$ 52 bilhões. Ela citou a proposta de Renan Calheiros para que o FGC garanta o pagamento dos que investiram no Master.
“O Vorcaro desvia e o senhor quer que o Fundo Garantidor pague?” – indagou a senadora. Em resposta, o senador do MDB afirmou que seu pedido teve como objetivo garantir o dinheiro dos aposentados.
A senadora do PSDB disse ainda que seu filho, JHC, deu autonomia de atuação ao presidente do Iprev/Maceió, e este “acreditou que [as aplicações] eram lícitas”. No discurso, Eudócia afirmou ainda que João Henrique Caldas “não sabe quem é Vorcaro, ao contrário do senhor [Renan Calheiros)] que esteve com ele três vezes”.
Na defesa do filho, ex-prefeito de Maceió, Eudócia partiu para o ataque, afirmando que o senador Renan Calheiros (MDB), que preside a CAE, tem seu nome citado nas investigações dos desvios no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
Na reação, Calheiros desafiou a senadora a fazer denúncia-crime sobre qualquer vinculação de seu nome ao Caso INSS. “Da mesma que denunciei o ex-prefeito JHC [filho de Eudcócia Caldas] e pedi o bloqueio de bens dele e de todos os envolvidos [no rombo que gerou déficit de R$ 117 milhões no Iprev/Maceió]” – reagiu o senador.








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