Por 15 dias, a contar do último dia 9, uma faixa de 2 metros de comprimento por 50cm de altura, com letras de 20 cm, manterá público o pedido de desculpas da sra. Maria Anália de Brito ao advogado Jefferson de Oliveira Souza. O pedido de desculpas resulta da ação civil impetrada pelo advogado, ofendido pela acusada que o chamou de “ladrão” repetidas vezes, diante de seus filhos, esposa e sogra, além de outras testemunhas.
A sentença foi homologada pelo juiz Rodolfo Osório Gatto Hermann, da 6ª Vara Criminal da Capital, em audiência de reconciliação no dia 9 último. Aposentada, 66 anos, Maria Anália já cumpriu a decisão da Justiça, afixando a faixa na casa de sua propriedade, no bairro do Pinheiro, onde Jefferson Souza morava, como inquilino.
Segundo ele, a ofensa foi registrada em março do ano passado, quando a acusada, descumprindo acordo anterior, veio até a casa do advogado cobrando o aluguel. “Acontece que o telhado da casa estava ameaçando desabar e ela se negou a adotar as providências, alegando que não tinha interesse em função dos problemas provocados pela Braskem. Não tive outra saída senão fazer o reparo!” – explica Jefferson, acrescentando que além de citar a questão da erosão na região, Maria Anália exigiu que ele deixasse o imóvel.
O advogado explica que um laudo técnico da Defesa Civil mostrou que o problema do telhado não tinha relação com o dano provocado pela Braskem S/A, no Pinheiro.
Ao insistir no pagamento do aluguel, negando-se a aceitar o serviço no telhado como quitação, a aposentada ofendeu o advogado e sua família repetidamente.
Ele então ingressou com ação por crime contra a honra, cuja sentença foi proferida um ano e quatro meses depois.
“Fico satisfeito com o pedido público de desculpas” – afirmou Jefferson.








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