
Advogado Tadeu Francisco vai falar sobre o que sofreu no atendimento na Prevent Senior | Arquivo Pessoal
A CPI da Pandemia vai colher dois depoimentos hoje, 7. O primeiro é o de Tadeu Frederico Andrade, cliente da Prevent Senior, operadora de plano de plano de saúde. Advogado, 65 anos, ele denunciou a operadora depois de ter sido infectado pelo Covid-19 e, por telemedicina, medicado com o “kit covid”.
“Sou um sobrevivente dessa trama macabra. Isso é uma coisa horrível”, disse Tadeu à BBC News Brasil.
O segundo depoimento nesta quinta-feira, será de Walter Correa de Souza Netto, ex-médico da empresa. Os depoentes foram convidados a pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), e serão ouvidos na condição de testemunhas.
Segundo relato do senador, Tadeu Frederico de Andrade contou ter sido infectado pela covid-19 no Natal e, por telemedicina na Prevent Senior, foi-lhe receitado o “kit covid”. Seguindo a prescrição, Andrade tomou a medicação, mas seu quadro clínico se agravou, necessitando de internação em unidade de tratamento intensivo (UTI).
Após um mês na UTI, a equipe da Prevent, segundo alegado pelo beneficiário, queria tirá-lo da internação para economizar custos, colocando-o sob cuidados paliativos. A família se recusou a aceitar tal mudança terapêutica. Por fim, Andrade se recuperou, mas denunciou a Prevent Senior à CPI e ao Ministério Público de São Paulo.
Um dossiê feito 15 médicos acusa a empresa de pressionar profissionais de saúde para que prescrevessem remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, ocultar mortes pela doença e usar seus hospitais como “laboratórios” para estudos com medicamentos comprovadamente ineficazes. A Prevent Senior nega as acusações.
Fonte: Agência Senado






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