Por Geraldo de Majella*
A operação da Polícia Federal no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev), realizada na segunda-feira, dia 10, fez o ex-prefeito João Henrique Caldas, o JHC, mergulhar na clandestinidade. O político neotucano não se manifestou sobre o caso, que envolve a previdência municipal, os R$ 117 milhões investidos no Banco Master e dois integrantes de sua administração: o secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, e o ex-diretor-presidente do Iprev, Ronnie Reyner Teixeira Mota.
Conhecido por uma relação restrita com a imprensa, JHC evita entrevistas a veículos independentes e concentra suas aparições públicas nos meios de comunicação de sua família, onde mantém maior controle sobre o ambiente de exposição e os temas abordados, sem questionamentos sobre assuntos sensíveis, como os investimentos do Iprev, o indiciamento de diretores e a atuação da área financeira da administração municipal.
A operação recolocou o Iprev no centro do debate político em Maceió. A investigação apura a aplicação de recursos do instituto em letras financeiras do Banco Master e possíveis irregularidades relacionadas aos investimentos. A ação teve como alvos ex-dirigentes do órgão e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão.
JHC também tem terceirizado sua participação em atividades políticas e de campanha, evitando exposição direta. O movimento ocorre em meio a um momento de inferno astral político para o ex-prefeito, que já vinha reduzindo sua presença pública — um dos sinais foi sua ausência na convenção que oficializaria sua candidatura ao governo de Alagoas. Segundo aliados, a operação deixou JHC nervoso e com um semblante abatido, ampliando a pressão sobre o grupo político liderado por ele.
A senadora Dra. Eudócia Caldas (PSDB-AL), mãe de JHC, também permanece em silêncio após a operação da Polícia Federal no Iprev.
*Historiador e jornalista






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