Por Claudevan Melo*
Uma palestra com exposição das obras musicais do compositor Misael Domingues (1857-1932), nascido na antiga cidade de Santa Madalena da Lagoa do Sul, também chamada de Alagoa do Sul, por se situar às margens da Lagoa Manguaba. Posteriormente, a cidade passou a chamar-se Marechal Deodoro, em alusão ao seu filho ilustre, o primeiro presidente do Brasil.
O povoado que deu origem a Marechal Deodoro surgiu em 1611, às margens da atual Lagoa Manguaba. O núcleo inicial começou a se desenvolver na área onde hoje está situado o bairro de Taperaguá, dando origem à antiga Santa Madalena da Lagoa do Sul.
A cidade sofreu uma invasão dos holandeses durante o período da Companhia das Índias Ocidentais.
Misael Domingues, além de compositor, foi engenheiro das primeiras construções da estrada de ferro. À época das obras, a empresa responsável chamava-se Great West, sob comando e gerenciamento da Inglaterra.
O compositor esmerou-se na música conhecida como “música de salão”, composta pelos recitais de piano-forte. Em sua época de produção, no final do século XIX, era comum um estilo caracterizado pela influência europeia. Predominavam as polcas, mazurcas, schottisch e valsas e, aqui e acolá, um “Pas-de-Quatre”, música destinada ao balé.
Quando da Proclamação da República, em 1889, Misael compôs “Viva a República”, uma valsa brilhante.
Também compôs a valsa “1897”, um ano marcado por vários acontecimentos, como a inauguração do Palácio do Catete, o fim da Guerra de Canudos, o Telégrafo Submarino e a invenção do rádio pelo físico italiano Guglielmo Marconi.
Misael Domingues deixou mais de 100 composições, além de ter sido militante abolicionista.
Agradeço o convite do professor de música José de Oliveira Filho, do Campus IFAL Marechal Deodoro.
*Pesquisador, colecionador e escritor







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